
Resultados da busca
41 resultados encontrados com uma busca vazia
- Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore: Novo Título Desperta os Fãs da Saga| Notícias
ESSE ARTIGO CONTÉM ALGUNS SPOILERS DA SAGA ANIMAIS FANTÁSTICOS Ótimas notícias para os fãs da franquia Harry Potter e Animais Fantásticos. No dia 22 de setembro de 2021, foi revelado o título do terceiro filme da saga Animais Fantásticos, o site oficial do Wizarding World acabou com a espera e o desespero de muitos fãs. O título dado ao terceiro filme foi: "Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore". Olhando rapidamente, o título não é uma surpresa, se tratando de uma obra que nós já esperávamos ter como foco o bruxo mais poderoso de todos os tempos. Entretanto, é importante lembrar que Alvo não é o único Dumbledore no filme, temos mais um confirmado da família, Aurélio (Credence) que foi revelado como seu irmão no último filme, e por se tratar de um filme com esse foco, possivelmente teremos a aparição da família completa através de flashbacks. Portanto, é muito provável que teremos cenas do passado da família Dumbledore e da morte de Ariana. Além do título, foi revelado que o filme virá às telas três meses antes do esperado, a estreia estava prevista para 15 de julho de 2022 e a nova data é 15 de abril do mesmo ano. Sem dúvidas os fãs não esperavam por isso, muito pelo contrário, nas redes sociais era teorizado que seria adiado, por conta da não divulgação do longa-metragem. Animais Fantásticos 3 já havia sofrido várias paralisações, seja por conta da pandemia de covid-19, troca no elenco, mudança de roteiro e até re-filmagens no último mês de agosto. Depois de todos esses problemas, parece que o filme finalmente está pronto para o público. Agora, a sete meses do lançamento e com título e data definidos, é esperado que a etapa de divulgação se intensifique e em breve tenhamos teaser e trailers do filme. O Wizarding World também divulgou um breve texto sobre a obra cinematográfica: "O professor Alvo Dumbledore sabe que o poderoso mago das trevas Gellert Grindelwald está se movendo para assumir o controle do mundo bruxo. Incapaz de detê-lo sozinho, ele confia no magizoologista Newt Scamander para liderar uma equipe intrépida de bruxos, bruxas e um corajoso padeiro trouxa em uma missão perigosa, onde eles encontram feras novas e velhas e entram em confronto com a legião crescente de seguidores de Grindelwald. Mas com as apostas tão altas, por quanto tempo Dumbledore pode permanecer à margem?". O segundo filme recebeu muitas críticas e deixou muitas coisas sem respostas e nós esperamos que algumas delas sejam respondidas nessa sequência. Algumas delas são: Credence é verdadeiramente Aurélio Dumbledore ou isso foi uma mentira de Grindelwald? Dumbledore conseguirá quebrar o pacto de sangue? Queenie realmente sucumbiu ao lado das trevas? A única maneira de descobrirmos é ficarmos atentos às novidades. * E ai!! O que você achou desse título ? Está ansioso(a) para o filme ? Comenta aqui e me fala se está tanto quanto eu. Compartilha com aquele seu amigo(a) que gostaria de saber essa notícia, e se você quer saber as novidades, siga a gente nas redes sociais e fique ligado aqui no blog! _______________________________________________________ Sobre o autor: Jeff Wang Recifense, 18 anos e estudante de Física. Um aspirante a escritor, amante de séries, cinema e ciência..
- Leonardo Ronny: Autor do Livro “O Antimago” | Entrevistas
Recentemente, o advogado e escritor norte-rio-grandense Leonardo Ronny lançou seu primeiro livro, “O Antimago”, vencedor do 1º Lugar no Edital de Premiação e Seleção de Obras Literárias da CJA Edições em 2019 e resultado de anos de esforço e empenho na conquista desse sonho. Essa semana, tivemos a oportunidade de saber um pouco mais sobre ele, bem como o processo de criação de seu livro, os desafios enfrentados durante os anos de escrita e outras coisas mais. Acompanhem! Livrologia: Leonardo, para começar, nos fale um pouco sobre você. Leonardo: Eu sou Leonardo Ronny, 33 anos, advogado e escritor. LV: Como surgiu a ideia de escrever um livro? E a ideia para a história? Quais as inspirações que você teve? Leo: Desde que assisti os primeiros filmes de Harry Potter e O Senhor dos Anéis, que comecei a escrever estórias. A ideia para essa veio quando fui ao cinema pela primeira vez e assisti As Panteras: Detonando. Depois vieram as séries de TV, como Smallville, 24 Horas, ALIAS. Decidi que tinha que ser sobre uma agência secreta. LV: Fale-nos sobre seu livro. Leo: Meu livro é uma típica 'jornada do herói', com alguns clichês e várias novidades. É sobre um herói que descobre seu potencial gradativamente, começando como um adolescente bobão até se tornar um agente secreto. LV: Você ficou satisfeito com o resultado final do seu livro? Leo: Sim. Ele ficou muito melhor do que eu esperava. Dizem que nenhuma obra nunca está acabada, apenas o artista tem que entregá-la em algum momento. E assim, foram 10 anos em dúvida sobre como contar essa estória, e finalmente cheguei num ponto onde decidi que estava bom assim. Mas entenda: bom não quer dizer perfeito. O livro tem falhas, mas para ser meu primeiro, foi o melhor que pude fazer e ficou melhor do que eu esperava. Tanto no texto como na arte gráfica, a Editora CJA foi muito cuidadosa de passar no livro físico a sensação que eu queria causar com esse conto. É só pegar no livro que você já sente o tom da narrativa. Já parece um livro antigo de conto de fadas, cheio de arabescos e tudo mais, mas com um toque moderno. LV: Infelizmente, o ofício de escritor é muito desvalorizado aqui no Brasil. Você pensou alguma vez em desistir de escrever esse livro? Quais os desafios enfrentados e o que te motivou a continuar escrevendo? Leo: De escrever a estória em si, não. Nunca pensei em desistir. Eu tinha que terminar. Mas pensei em desistir de publicar. No Brasil paga-se muito caro para publicar um livro, a não ser que alguém descubra seu talento e invista. E também eu tinha outros objetivos, o livro foi mais um exercício de pesquisa, bastante terapêutico até, que ajudou na minha formação. Na descoberta de que eu poderia sonhar um sonho e torná-lo real. Até que fluiu muito naturalmente. Eu só concorri em dois concursos e consegui a publicação no segundo. LV: Você escreve mais alguma outra coisa, como poemas, textos, ou algo do tipo? Leo: Apenas livros e canções! Eu gosto de ler poesia, já fui de escrever muitos poemas, minha mãe é Poetisa, mas eu direcionei minha escrita toda para a literatura fictícia e longa! Aprecio ler contos, mas não os escrevo, nem crônicas, nada. No meu trabalho como advogado tenho a oportunidade de escrever diversas histórias reais, do cotidiano, então reservo outros momentos, de escrever por mero prazer, ao tipo de escrita que mais me identifico, que são romances ou músicas. LV: Você pensa ou tem planos para escrever um próximo livro? Leo: Meus dois próximos livros já estão em mente, e um deles já comecei a escrever, vai se chamar O Código Davina. * O Brasil é um país que pouco valoriza a literatura e quando valoriza, nem sempre é a do próprio país. Como alguém que vive um pouco da realidade do escritor brasileiro, Leonardo nos mostrou que tudo é possível e que determinação e esforço são essenciais quando se quer alcançar um sonho, e tudo fica ainda mais leve e prazeroso quando se tem paixão por aquilo que faz, ainda que diante de certos desafios. Muitos preferem adquirir livros estrangeiros e poucos dão valor aos nacionais, assim várias pessoas perdem a chance de conhecer uma obra incrível e profunda pelo simples fato de seu autor ser iniciante ou não ser ainda tão conhecido. Por isso, leiam autores brasileiros, leiam autores iniciantes! Sobre a obra: O Antimago: O Triskelion do Gelo Phillip Bristtow tem dezesseis anos e suspeita que não é um rapaz comum, mas um elfo, que perdeu toda a sua família em um terrível naufrágio. Criado entre os humanos em um orfanato, ele conhece Artur Hewitt, que diz ser um elfo também. No entanto, ao contar a verdade sobre o mundo mágico a Phillip, Artur é sequestrado. Agora, Phillip precisa aprender a desenvolver seus poderes e, para isso, terá que se juntar à Iniciativa de Elfos Caçadores, uma agência secreta que resgata artefatos mágicos perdidos. Em sua busca para encontrar Artur, Phillip descobre uma antiga profecia que fala sobre três cristais capazes de acordar um terrível espírito que ameaça o mundo mágico e o mundo dos humanos: o Antimago. Ficha técnica: O Antimago: O Triskelion do gelo - Ronny, Leonardo. 1. ed. Natal [RN] CJA, 2021. 167p. 22cm. 1º Lugar no Edital de Premiação e Seleção de Obras Literárias/2019 na Editora CJA, categoria: Romance" Para mais informações sobre o autor acesse o link de seu perfil no Instagram! Ou, caso deseje adquirir o livro, acesse o site da Editora CJA (CLIQUE AQUI!) _______________________________________________________ Sobre o autor: Erick Henrique Sou graduando em Rádio, TV e Internet na UERN, amo filmes, séries e telenovelas e cultura pop no geral. Gosto de um bom café pra quase todas as horas e de boas companhias ao meu lado.
- Primavera de Cão: De Volta a Tempos Que Amamos | Resenhas
*O texto contém spoilers de Primavera de Cão de Patrick Modiano. *O texto pode conter spoilers de Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust. Os livros que lemos permanecem conosco. Ler um bom livro é como fazer um amigo, nos unimos ao protagonista de tal maneira que com ele choramos, amamos e morremos. Não conseguimos diferenciar personagens de pessoas reais, e é por isso que choramos quando eles morrem. Pessoalmente passei por isso mais vezes do que posso contar, esse sentimento de amar tanto alguém que eu sei que não existe, de me importar com alguém que no fim morre e eu me deixo passar por todos os estágios do luto. Me pergunto se assim como eu você não passou por isso, de passar noites se preocupando com um ente literário. Um livro puxa o outro Recentemente ao me aventurar na gigantesca obra de Proust, e junto a Marcel buscar o tempo perdido eu me recordei de um livro que eu tinha lido a mais de um ano, que não foi tão impactante quando eu li, mas agora ao relê-lo eu não pude deixar de perceber que eu desejava apresentar ao meu novo amigo um velho amigo. Primavera de Cão nos apresenta a um narrador sem nome, um jovem parisiense que faz um amigo em 1964. O livro nos é narrado por este homem, relembrando alguns acontecimentos vinte e oito anos depois, em 1992.. Muita coisa mudou nesse período Pessoas nasceram, outras morreram, sonhos foram realizados e amizades foram perdidas. Mas nem sempre vinte e oito anos são necessários para que isso aconteça, a pandemia veio, entre muitas coisas, para provar pra gente que não somos eternos. E quantos não perderam tantos e de maneira tão rápida? Robert Capa, amigo de Francis Jensen Modiano tem muitos temas neste livro, a ocupação nazista, a fotografia, amores perdidos, a memória, como o tempo é cruel e como ele nos muda, muitos temas que são recorrentes por toda a sua obra, — mas pra mim aquele que é talvez o menos intríseco dos temas é o que mais me afeta: acima de tudo esse é um livro sobre fazer e perder um amigo. E quantos amigos eu não perdi? O livro é quase um ode à amizade e nos moldes de outros conta a história de alguém sob a perspectiva de outro. Nem todos nós vivemos vidas incríveis que devem ser contadas, mas talvez sirvamos para eternizar as histórias de outros. É essa a relação do narrador com Francis Jansen, a história não é sobre quem nos fala, mas sobre esse outro homem que foi prisioneiro de guerra, amigo de Robert Capa, que fotografou maravilhas, que amou e foi amado, enfim, que viveu. Mais do que só personagem Francis Jansen, assim como Robert Capa, foi um homem real. E eu me pergunto se a admiração do narrador pelo homem não é a de Modiano por ele, e talvez Modiano seja o narrador, afinal eles teriam a mesma idade em 1964, mas com ele é difícil de saber, a história real do autor se perde com a dos personagens. E nisso, também, ele me lembra Marcel Proust, sua história se perde tanto com a de seu personagem que eles chegam a compartilhar o mesmo nome. E ambos os personagens buscam recuperar o tempo perdido. Apesar da gritante diferença de idade, creio que se tivessem se conhecido o Narrador e Marcel seriam grandes amigos, isso considerando o pouquíssimo que li sobre Marcel. Gostaria de conhecer os dois enquanto meninos e eu mesmo sendo menino gostaria de brincar com eles, envelhecer com eles. É uma pena que algumas pessoas não existam no nosso plano de realidade. Não sei o quão recorrente isso é na obra de Patrick Modiano, nos dois livros que li isso acontece muito. Existe um vaguear por Paris e caminhar pela cidade de um ponto aleatório a outro desconhecido. Paris é mais que cenário para os franceses, a cidade por diversas vezes é quase personagem, na obra de Modiano isso é elevado a outro nível, em outro de seus romances “Flores para Ruína” a cidade é tão importante que sem ela ou não haveria história ou ela seria completamente diferente. Os personagens perambulam pela Cidade Luz em busca de imagens e sombras perdidas na aurora do tempo. Há quem não goste, ache esse vaguear sem sentido enfadonho, eu acho magnífico. Essa busca pelo que aconteceu e as dúvidas sobre si mesmo descrevem alguém amargurado, confuso que ainda não entendeu seu lugar no mundo, não poderia me identificar mais. Parafraseando Carla Bruni: o tempo é malvado, curte o nosso sofrimento. E talvez seja verdade, para os gregos o deus Tempo, Cronos, era um dos mais cruéis. Cruel a ponto de só para nos ver sofrer acelerar e retardar o tempo, só para que nossos prazeres sejam mais breves e nossos sofrimentos quase eternos. "E talvez desejemos Tanto Recuperar o tempo que perdemos Já que quando envelhecemos É quando Finalmente entendemos Que não somos eternos. Não somos eternos" — Pedro Vieira El Colosso - Francisco Goya Não é possível voltar no tempo O Narrador não recupera o tempo, seu amigo se foi e dele ele nada mais sabe, mas as memórias permanecem ficam conoscos quando às vezes delas nem mais nos lembremos, não até que achemos uma foto ou simplesmente porque primaveras às vezes se parecem ou porque molhamos nossos biscoitos no chá. Freud ou alguém deve saber como se desenvolve a memória, para nós basta saber que às vezes um gesto, um acontecimento, um cheiro ou um gosto nos leva de volta a tempos que amamos tem de ser o suficiente. No outro dia comi um magnum, costumo tomar sorvetes e não picolés, então fazia muito tempo, peguei aquele que eu achei que era o que eu costumava comer na infância. O barulho da embalagem, o cheiro, o gosto me transportaram por tantos quilômetros e anos de volta para aquela escola grande, naquela cidade pequena do Rio de Janeiro. Sempre que lembro da minha infância lembro do meu atual observando o eu criança. Eu vestia shorts e a camiseta do colégio, era um dia quente e eu decidi comprar um picolé, comprei o mais bonito, e daí que era o mais caro, eu ainda não entendia de dinheiro. Abrir o pacote e quebrar o doce chocolate. Se você pudesse me ver enquanto escrevo saberia que eu sorrio. Não é uma memória profunda, não há ali nenhum trauma ou grande formação a ser explorada, creio que nenhum psicólogo dedicaria muito tempo a ela, mas foi o suficiente pra me fazer sorrir num dia triste e é isso que importa. Mais uma vez me pego questionando como você se sente sobre isso, o que desencadeia a sua memória? Conta pra mim nos comentários. _______________________________________________________ Sobre o autor: Pedro Vieira Escrevo pois sou poeta, minhas ideias imaginárias no papel tomam forma e minha dor arte se torna.
- Robert Pattinson: 3 melhores aparições em filmes famosos | Listas
Bom, eu não acredito que há alguém que não conheça Robert Pattinson. Mas se você caiu de paraquedas no planeta Terra, deixa eu elaborar que não vai ser problema algum. Robert Pattinson é ator, cantor e modelo britânico de 35 anos. Com cerca de 17 anos de carreira, até hoje ele participou de 25 filmes. Dentre vários sucessos, ele é mais conhecido por ter interpretado Edward Cullen, no filme “A saga crepúsculo”. Pattinson é um ator excepcional e em qualquer trabalho que se dispõe a fazer, entrega um resultado incrível. Não à toa, ele possui cerca de 28 indicações e prêmios. Mas não só de papel principal vive o ator, por isso estou trazendo uma pequena lista de filmes em que Robert Pattinson fez alguma aparição. Bora vê se você fã já conhecia esses filmes e, se não, já coloca na lista para assistir mais tarde! 1- Harry Potter: E o Cálice de Fogo (2005) Para começar com tudo vamos de Harry Potter. Bem no início de sua carreira Robert já chegou mostrando para que veio, participou das sequências Harry Potter e o Cálice de Fogo, e teve aparições em Harry Potter e a Ordem de Fênix. No filme ele interpretava Cedrico Diggory. Nascido em 1977 Cedrico um dos alunos de Hogwarts da casa Lufa-lufa, representou Hogwarts ao lado de Harry no campeonato Tribuxo, sendo o campeão desse que foi o último torneio Tribuxo. 2- O Rei (2019) Filme da Netflix estrelado por Timothée Chalamet,com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes (site que representa o percentual de críticas profissionais que são positivas em relação a um filme) o longa-metragem é baseado em várias peças "Henriad" de William Shakespeare. A história narra a vida de Henrique V, que reinou na Inglaterra de 1413 até sua morte em 1422. Neste longa, Robert Pattinson dá vida ao personagem “The Dauphin” o arrogante herdeiro do trono francês. Em uma matéria para Variety, Michôd o diretor do filme disse que foi Pattinson quem criou o personagem de acordo com Michôd: “de uma maneira que eu totalmente aprovo e amo, esse personagem é uma criação de Robert Pattinson”. O personagem precisava dessa forma extra de ser interpretada e ele conseguiu dar essa forma “absurda” sem ficar ridículo. 3- O Diabo de Cada Dia (2020) “Em uma cidade esquecida no interior de Ohio, a esposa de Willard Russell está à beira da morte, não importa o quanto ele beba, reze ou faça sacrifícios e oferendas. Com o passar dos anos, seu filho Arvin, uma criança negligenciada, torna-se um homem frio e cruel. Em torno deles, circula um nefasto e peculiar grupo de moradores — um insano casal de assassinos em série, um pastor que come aranhas e um xerife corrupto —, todos entrelaçados numa viciante narrativa da mais corajosa e sombria lavra americana”. Baseado no livro “O mal nosso de cada dia”,-do autor Donald Ray Pollock, a adaptação da Netflix lançada em 2020 se passa nos anos 60 em Ohio no período entre Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã. Nessa história um jovem dedicado a proteger seus entes queridos enfrenta a corrupção e a violência na pequena cidade em que vive. Na trama Robert Pattinson é o Reverendo Preston Teagardin, um pastor carismático, mas corrupto, e que estrupa e abandona Lenora (Eliza Scanlen) quando ela fica gravida - o que faz com que Arvin (Tom Holland) após descobrir sobre o ocorrido ir atrás de Preston por justiça pela sua irmã. Considerações finais E esses foram alguns dos trabalhos desse brilhante ator, um dos melhores dessa geração (e quando se trata sobre Robert Pattinson somente a minha opinião importa). Eai, você fã, já conhecia esses trabalhos do ator? Já assistiu algum desses filmes e nem sabia que ele era ele? Pois é, deixe seu filme favorito do Robert nos comentários!... E me despeço declarando que para sempre #timeEdward! _______________________________________________________ Sobre a autora: Sarah Oi, sou Sarah, tenho 18 anos, sou estudante de letras e amo qualquer coisa relacionada ao universo literário e ficcional. Se não estou no caos de estudar pode ter certeza que estarei lendo ou assistindo friends.
- Uzumaki: A Espiral Que Se Afunila | Resenhas
"Uzumaki" significa espiral, linha curva que sem se fechar se afasta de um ponto de forma progressiva regular e possivelmente eterna. Os espirais, no geral, estão associados à evolução, ao yin e yang, à morte e ao renascimento. Tudo isso é subvertido por Junji Ito, autor e ilustrador do mangá Uzumaki — A Espiral do Horror. Continue lendo esse artigo para que você também se perca nessa espiral. https://www.amazon.com.br/Uzumaki-2A-Edi%C3%A7%C3%A3o-Junji-Ito/dp/8575327305 Kirie (a menina na foto acima) e seu namorado Shuichi (o rapaz ao lado) são os protagonistas dessa trama. Ambos são profundamente afetados pelos efeitos da espiral, assim como todos os outros moradores de Korûzo-cho, uma pacata cidadezinha na costa japonesa. Os pais de Shuichi são os primeiros a serem afetados pela espiral. O pai ao se apaixonar pelas espirais, tanto que se torna uma, e sua mãe que cria um profunda e total repulsa por espirais e decide se livrar de todos os espirais em sua vida, incluindo aqueles nela mesma, o que é insano já que muito do que nos rodeia é formado por espirais. De nossos redemoinhos de cabelo e cachos a nossas digitais, da cóclea, parte do ouvido interno, a proporção áurea que nos rodeia de tantas formas que nem entendemos. https://www.animeunited.com.br/blog/ultimos-artigos/uzumaki-espiral-horror/ Depois dos pais do Shuichi diversas outras coisas estranhas começam a acontecer. A fumaça dos corpos cremados se comporta de maneira estranha, as pessoas começam a ouvir vozes, se transformar em caracóis, morrer e se transmutar das mais horrendas formas, sempre envolvendo a espiral. Num grande e eterno círculo concêntrico que se afunila. A própria geografia do local propicia o surgimento da espiral, o desenho das ruas antigas e as montanhas e o mar formam uma área quase circular para permitir o desenvolvimento da cidade. Influências É possível ver grandes influências de artistas ocidentais na obra do autor que se demonstram no mangá. Salvador Dalí com seu surrealismo pode ser percebido nos traços, a grande presença de formas turvas e espiraladas também me fez lembrar de Van Gogh. Em termos de escrita ele se diz influenciado por H. P. Lovecraft, o que faz muito sentido toda a ideia do Cosmicismo, o Horror Cósmico. Os problemas com os quais as pessoas de Korûzo-cho são submetidas são causados por uma entidade superior maior do que todos eles e não há nenhuma divindade aparente que os possa ajudar. E se existe algum ser superior além da Espiral este ser é indiferente, o divino simplesmente não se importa o bastante para mudar algo. Eu também senti uma forma e um padrão um tanto quanto kafkaniano. Assim como nos romances de Franz Kafka os personagens são jogados de cabeça numa situação claustrofóbica, traumática e desesperadora da qual não se vê nenhuma saída aparente, um eterno espiral que se afunila até que não sobra nada senão a loucura. O horror e terror da história se dão pelo fato de que é tão desconfortável ver as imagens, as ações e os pensamentos que você se sente tão deslocado e desconfortável quanto eles. A loucura cíclica O mangá segue um formato quase antológico pela maioria do tempo, a maior parte dos capítulos do meio da história em que personagens são desenvolvidos têm seus próprios começos, meios e fins, embora sigam uma linha cronológica aparente. No fim as coisas escalonam a proporções gigantescas simplesmente inimagináveis. O final é surpreendente e obviamente cíclico, espiralado, a espiral é bastante metafísica. O final remonta ao começo e é aí que ou tudo se encaixa ou se perde de vez, já que nós mesmos estaremos envolvidos e hipnotizados pela espiral. É simplesmente magnífico Uzumaki é um mangá de poucos capítulos, 19 e um extra para ser exato, e dá pra ler em um dia de maneira ininterrupta e na verdade você vai querer lê-lo dessa maneira, de certa forma a história também é como um espiral, uma progressão crescente que nos hipnotiza, e se você tiver sorte vai ser também seduzido pela Uzumaki. Se você já leu a obra, pretende vê-la ou simplesmente sentiu total repulsa por ela, conta pra mim. _______________________________________________________ Sobre o autor: Pedro Vieira Escrevo pois sou poeta, minhas ideias imaginárias no papel tomam forma e minha dor arte se torna.
- Studio Ghibli: Animações Para Assistir Antes De Morrer | Listas
A Viagem de Chihiro © 2001 Studio Ghibli. Todos os direitos reservados. O Studio Ghibli é um estúdio de animação japonês, fundado em 1985, e que é responsável por grande parte da minha infância (e vida adulta também). Segundo a minha avó, a primeira vez em que tive contato com as animações do Ghibli foi em 2003, quando ela me levou para assistir A Viagem de Chihiro no cinema. Mas o que eu lembro mesmo é de ver o DVD do filme em casa, pelo menos duas vezes por dia, durante vários anos. Não à toa, esse é o meu longa favorito de todos os tempos (e o único DVD que ainda tenho guardado). Quando eu era criança, o que mais me encantava nas animações era a fantasia envolvida nas histórias: o dragão que virava menino, a bruxa que se transformava em ave, poeirinhas mágicas, o gato ônibus, o castelo que estava sempre andando e toda a construção mágica dos cenários. Hoje, tudo isso ainda me fascina, mas a análise mais profunda das obras torna a experiência ainda mais incrível. Os temas, que continuam sendo atuais mesmo depois de décadas, ganham vida de um modo leve, mas sem abrir mão de dilemas reais. E é exatamente esse equilíbrio que mostra que as animações não são feitas só para crianças e que, ao mesmo tempo, a infância sempre tem algo para acrescentar na nossa perspectiva sobre a vida, independente da idade. Por esses motivos (e por tantos outros que você pode descobrir por conta própria), eu digo: você não pode morrer sem assistir a pelo menos uma animação do Studio Ghibli. E é claro que eu tenho três dicas para começar. Meu Amigo Totoro (1988) Meu Amigo Totoro © 1988 Studio Ghibli. Todos os direitos reservados. Ok, vamos lá: Meu Amigo Totoro é o terceiro filme do estúdio de animação, dirigido e escrito por Hayao Miyazaki (um dos fundadores do estúdio) em 1988. Ele traz uma história bem gostosinha e fácil de acompanhar. É um bom filme para começar a conhecer o incrível mundo do Studio Ghibli. A animação se passa no Japão pós-guerra rural e se concentra em duas irmãs que se mudam para o interior do país com o pai. A mudança acontece para que a família fique mais perto da mãe, que está doente e internada em um hospital da região. Na casa nova, as garotas conhecem criaturas mágicas que habitam a floresta e se tornam grandes amigas de um deles: Totoro. A partir de então, elas passam boa parte do tempo desvendando a vida e o mundo na companhia do novo amigo. O melhor do filme, na minha opinião, é a beleza encontrada nas pequenas alegrias do dia a dia, que reforçam o otimismo e o lado bom da vida sem precisar negar a realidade, que muitas vezes não é tão boa quanto a gente espera. Meu Amigo Totoro nos ensina que não dá para esperar a felicidade chegar num futuro, mas que nós podemos vivê-la em detalhes do cotidiano. O Serviço de Entregas da Kiki (1989) O Serviço de Entregas da Kiki © 1989 Studio Ghibli. Todos os direitos reservados. Depois de Meu Amigo Totoro, o Studio Ghibli lançou O Serviço de Entregas da Kiki, que também traz Hayao Miyazaki na direção e roteiro da obra. Ele foi o mais lucrativo de 1989 e é considerado o primeiro sucesso comercial do estúdio. Resumindo, a animação conta a história da bruxa Kiki, que, seguindo a tradição de sua família, deixa a casa de seus pais ao completar 13 anos. Assim, a garota precisa se mudar para uma cidade nova e que não possua bruxas, a fim de se virar sozinha e aprender as lições da vida, como se estivesse em um estágio de trabalho. Não é preciso conferir o filme para perceber que a narrativa explora a independência e a confiança das garotas adolescentes. Aliás, esse é um ponto que chama muita atenção nesse e nos outros filmes do estúdio, que deixam o protagonismo para as mulheres e mostram às crianças e jovens que elas podem fazer de tudo. Perspectiva que não era abordada com frequência na época e que, mesmo hoje, precisa melhorar. Além disso, o filme explora as habilidades que cada pessoa carrega dentro de si, assim como os desafios da vida real que a gente enfrenta e que nos ajudam a encontrar e criar uma identidade única e especial. Também podemos notar a importância das relações humanas para a construção de uma boa sociedade, onde o respeito, a empatia e a educação são essenciais para tornar nossa trajetória mais fácil e agradável (coisa que muito adulto ainda não entende). A Viagem de Chihiro (2001) A Viagem de Chihiro © 2001 Studio Ghibli. Todos os direitos reservados. Como disse, esse é meu filme-favorito-de-todos-os-tempos, e é óbvio que ele ia estar nessa lista. Mas não sou só eu que acho ele incrível: o longa, que também é dirigido e escrito por Miyazaki, ganhou o Oscar de melhor animação em 2003. Até hoje, ele é o único vencedor da categoria que não apresenta o inglês como idioma oficial. A Viagem de Chihiro foca... na Chihiro: uma menina de 10 anos que está de mudança com os pais para uma casa nova (aliás, você reparou como as mudanças são essenciais para as narrativas das animações?). No caminho, eles acabam parando em um vilarejo que parece estar abandonado e começam a explorá-lo. Lá, eles encontram um restaurante aberto e os pais de Chihiro decidem parar para comer, enquanto a garota continua a andar pelo local. Quando a tarde está chegando ao fim, um menino misterioso, Haku, aparece e manda a garota sair da cidade - que começa a ganhar vida - antes que a noite chegue. Assustada, ela vai atrás de seus pais, apenas para descobrir que os dois viraram porcos. Sim, porcos. Para quebrar o feitiço que transformou seus pais e conseguir voltar para a vida normal, Chihiro precisa aceitar um trabalho em uma casa de banhos da vila, que é o ponto de partida para a aventura principal da trama. De todos os filmes do Studio Ghibli, esse é o que considero mais complexo. A animação apresenta aos telespectadores uma mudança muito importante, que não se trata da nova casa para onde Chihiro está indo no começo do filme, mas sim de sua transição de criança para adulta, com uma vida cheia de desafios e que demanda, acima de tudo, muita coragem e caráter. Depois de assistir à obra completa, você vai perceber também que Miyazaki usa dos elementos animados - e até fofos - para expor críticas sérias à falta de cuidados com o meio ambiente e à ganância que toma conta da sociedade. Bem atual para um roteiro lançado há 20 anos, né? * Bom, essas são as minhas sugestões. Espero que eu tenha te convencido a assistir a pelo menos um dos filmes. Se sim, só tenho mais uma dica para hoje: todas as animações do Studio Ghibli estão disponíveis na Netflix. Se eu fosse você, iria conferir o catálogo agora mesmo. _______________________________________________________ Sobre a autora: Luiza Ozaki Curiosa e fofoqueira que gosta de saber um pouco sobre tudo e falar (ou escrever) pelos cotovelos. Choro com série de comédia e amo um spoiler de novela.
- The Witcher: Um novo capítulo na saga | Análise
Lançado pela Netflix no final de agosto, The Witcher: Lenda do Lobo (no original, The Witcher: Nightmare of the Wolf) vem para expandir o universo da franquia e preparar os espectadores para a segunda temporada da série (com estreia prevista para dezembro de 2021). Confira abaixo algumas considerações sobre o mais novo capítulo na saga The Witcher. O bruxo de Kaer Morhen A história se passa quase um século antes dos eventos apresentados na primeira temporada de The Witcher e funciona tanto como um complemento para a série, aprofundando questões pouco exploradas durante o seu primeiro ano, como a política do Continente e as rivalidades entre os diferentes povos que habitam aquele mundo, quanto uma introdução ao mundo fantástico de Geralt de Rívia. Cabe ressaltar que, apesar da sua inspiração na obra de Andrzej Sapkowski, The Witcher: Lenda do Lobo traz uma história original. A animação, que é o primeiro de dois spin-offs anunciados pela plataforma de streaming, aborda temas bem caros à narrativa de The Witcher, dos quais cabe destacar a discriminação e a desconfiança em relação aos bruxos e o conflito entre aquilo que é moralmente aceitável e o que é necessário para evitar maiores infortúnios (o mal menor). O roteiro de Beau DeMayo, que também escreveu para a série de TV, entrega uma narrativa divertida e empolgante, com personagens cativantes e bem construídos. Na trama, Vesemir, figura marcante na trajetória de Geralt, decide tornar-se um bruxo para escapar ao destino que uma vida de servidão lhe reservava. Ele deixa para trás Illyana, sua melhor amiga e também amor de infância, uma personagem que, apesar da austereza de sua vida, permaneceu empática e bondosa. Illyana atua como um contraponto para Vesemir: enquanto ele anseia por uma vida mais luxuosa, longe de senhores, Illyana tenta achar a alegria nos momentos simples, como os que compartilha com o amigo. A narrativa alterna passado e futuro – recurso que foi melhor aproveitado na animação do que na série – ora contemplando a jornada que seu protagonista empreendeu para se tornar um bruxo renomado ora introduzindo o conflito principal. Após seu treinamento, em Kaer Morhen (localidade que fará parte da jornada de Geralt e Ciri na segunda temporada da série), Vesemir se transforma em um dos bruxos mais famosos de seu tempo, tanto por suas habilidades quanto por sua arrogância. O personagem leva uma vida despreocupada, demonstrando pouco apreço pelos outros. O surgimento de uma nova ameaça, uma criatura mutante que assombra o reino de Kaedwen, e a crescente hostilidade com os bruxos, o levarão a confrontar o seu passado e questionar o papel que sua guilda tem desempenhado no extermínio das criaturas mágicas do Continente. Descrição dos bruxos Além de fornecer mais detalhes sobre o treinamento dos bruxos, a animação estabelece como o ódio a essas figuras foi insuflado, culminando na quase extinção da guilda. Esse preconceito aos bruxos é encarnado na personagem de Tetra Gilcrest, principal antagonista da história, uma feiticeira que busca convencer a todos do perigo que os bruxos representam. O passado de Tetra é pouco explorado, mas através de diálogos muito bem conduzidos suas motivações ficam claras para o espectador, permitindo que o público consiga se conectar com a personagem e sentir empatia por ela. Tetra divide espaço com Lady Zerbst, uma senhora nobre de Kaedwen que não compactua com os ataques aos bruxos. A nobre se torna uma das poucas aliadas de Vesemir numa corte que vê os bruxos com maus olhos. Lady Zerbst não possui habilidades mágicas, como Vesemir ou Tetra, mas ela encontra maneiras, mesmo dentro de suas limitações físicas e sociais, para agir em defesa daquilo que acredita e daqueles que ama. O filme está repleto de personagens únicos e memoráveis e sequências de ação belíssimas que enchem os olhos do espectador. Cabe elogiar o trabalho do Studio Mir, responsável pela produção da animação, e a direção de Kwang Il Han. Você já teve a oportunidade de assistir The Witcher: Lenda do Lobo? Comente o que você achou da animação ou o que você espera do futuro da franquia na Netflix. _______________________________________________________ Sobre a autora: Verônica Silva Aluna de Letras - Português, amante de ficção, aficionada por filmes e séries de TV (atualmente obcecada por Dark).
- 5 livros de Não-ficção para conhecer o gênero| Listas
Os livros de não ficção tratam de histórias reais utilizando da linguagem literária. A Não-ficção incluiu gêneros literários como biografia, livros-reportagens, livros históricos, HQ’s e até cartas. A importância do gênero é tanta que até alguns escritores de não-ficção já ganharam o Prêmio Nobel de Literatura. A última laureada foi Svetlana Aleksievich, em 2015. Tradicionalmente o Nobel de Literatura não é concedido a livros de não-ficção, sendo considerado um evento raro. Continue lendo para conferir cinco livros para conhecer melhor o gênero de não-ficção! Gomorra, de Roberto Saviano O livro-reportagem conta a história da máfia italiana nos dias atuais. O livro venceu o Grand Prix Cannes de 2008. O livro se inicia no porto de Nápoles, aparentemente sem muita relação com a máfia italiana, mas ao longo da narrativa é possível perceber como a máfia italiana está infiltrada em todos os negócios, desde públicos a privados. A economia local tanto quanto a internacional é impulsionada pelo crime. É um livro denso pois trata de crimes e assassinatos. Com uma visão muito realista do local que vive, Roberto Saviano aborda a cidade que nasceu, as mulheres da máfia italiana, a guerra de Camorra e até os escritos de um padre. Ficha Técnica: Editora Bertrand Brasil, 375 pgs, 2008. Voyeur, de Gay Talese Gay Talese é um dos grandes escritores do Novo Jornalismo dos Estados Unidos e como tal aborda em seu livro uma história curiosa: um Voyeur que é dono de um hotel. O livro conta com um documentário na Netflix onde é possível ver Gay Talese e Gerald Fools, o voyeur. O livro, com sua descrição verossímil, levanta debates até hoje. Alguns jornalistas dizem que Gay Talese se aproxima muito da ficção já que em seus livros consegue dizer com precisão o que seus entrevistados estão pensando. Além do mais, Gerald Fools se provou uma fonte não muito confiável ao longo da apuração do livro reportagem. Ficha Técnica: Editora Companhia das Letras, 272 pgs, 2016. Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex Este livro é um clássico nas listas de livros-reportagens e não é para menos. A história do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, no interior de Minas Gerais, é impactante e uma tragédia sem precedentes. Mais de 60 mil pacientes morreram no hospital e é estimado que 70% deles não apresentavam nenhum diagnóstico de doença mental. O livro de não ficção, desde o seu lançamento, em 2013, já vendeu mais de 250 mil exemplares. A jornalista Daniela Arbex para compor o livro buscou a história do Hospital Psiquiátrico através de depoimentos de funcionários, de ex-pacientes e de documentos da cidade. Ficha Técnica: Editora Intrínseca, 280 pgs, 2019. A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksievich Do ponto de vista feminino, este livro conta a história da Segunda Guerra Mundial através de fontes que estiveram lá. As temáticas abordadas no livro são a fome, amor, dor, vingança, asco, violência sexual e a vida intima destas mulheres. Svetlana Aleksievich questiona as mulheres que entrevista de uma forma muito franca em busca de detalhes pessoais para concretizar um relato diferenciado da Segunda Guerra Mundial, que ainda não tinha sido feito já que os livros de guerra do período eram todos focados na glória masculina. Ficha Técnica: Editora Companhia das Letras, 350 pgs, 2016. Sobre a escrita, de Stephen King Neste livro quase auto biográfico, Stephen King fala sobre os seus processos de escrita, sua vida pessoal, suas influências e seus vícios. As ferramentas de escrita proporcionadas pelo rei do terror podem ser de grande ajuda para escritores iniciantes. Além disso, como uma leitura biográfica, o livro proporciona detalhes da vida do escritor que nos possibilitam conhecê-lo e saber de onde surgem suas histórias. Nota: Tem um episódio do nosso podcast falando sobre esse livro também. Só clicar AQUI! Ficha Técnica: Editora Suma de Letras, 256 pgs, 2015. * Já leu algum livro da lista? Já conhecia o gênero de Não-ficção? Nesta lista foram citadas apenas cinco obras. Segundo a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro com base no ano de 2020, produzida pela Nielsen Book, apenas 24,77% dos brasileiros compram seus livros em livrarias virtuais. Você é um deles? Qual o melhor local para se adquirir livros atualmente? _______________________________________________________ Sobre a autora: Jéssica Grossi A autora é escritora, leitora desde sua infância, lê desde infanto juvenil até literatura experimental. É fiscal de gênero de musica, amante de artes obscuras e gosta de assistir filmes (péssimos) de terror.
- WATTPAD: 5 INDICAÇÕES DE OBRAS NA PLATAFORMA | Listas
Está em dúvida sobre sua próxima leitura ? Que tal ter uma boa leitura e ainda apoiar a escrita nacional? Nós podemos te ajudar com isso! A base para fazer a nossa literatura crescer é, sem dúvidas, os leitores. E por isso o objetivo deste artigo é atrair leitores e incentivar os escritores nacionais, portanto, veja agora as 5 obras que preparamos para você! O Último Celestial, João P. Do Vale "Ninguém está livre de si mesmo. Derek, um empresário renomado no ano de 2036, sofria com o trauma da perda de sua mãe. Sendo consumido pelo luto, é tragado por uma profunda depressão. Enfrentando seus monstros interiores diariamente, Derek carrega a responsabilidade de uma revolução tecnológica, que transformou o mundo como conhecemos. Até que o fantasma de uma promessa feita momentos antes da morte da mãe, o assombra e seus piores pesadelos tornam-se realidade. Até onde Derek aguentaria o peso de estar em si mesmo?" Herdeiro da Morte, Brennoh F. Santos "Pietro é um jovem peculiar. Principalmente por conta de seus poderes, herdados de sua mãe, a deusa da morte. Devido a essas habilidades ele teme machucar as pessoas que ama e ainda precisa lidar com seus sentimentos por outro garoto. Ele é apenas um menino, tentando fugir de seus medos. Entre a vida e a morte, viverá uma grande aventura, e enfrentará batalhas que jamais imaginou. Porém a maior das lutas é em seu próprio interior. Em meio a todo esse tormento, Pietro conseguiria alcançar a sua própria aceitação? Fugir dos problemas não é a melhor saída." Memórias Apagadas, Jaqueline Julia P. Santa Rosa "Uma cidade pequena, duas amigas, um livro misterioso e uma casa velha de madeira. Em uma inocente história de aventura, certamente teríamos um final feliz. Será? Isso dependerá do que você, através de suas memórias, entende por felicidade. Julia, uma garota de dez anos, certamente acredita que sua felicidade está em sua amizade com Kate. O que ela não sabia era que um pequeno livro e uma casa velha os levariam tão longe quanto um dia sonharam. Em um novo mundo, carregado por magia e mistérios, Julia terá que lutar contra as memórias de um tempo obscuro esquecido e decidir o caminho mais seguro para ela e sua amiga." Super 04, Lurkof "Num futuro distópico e distante após a Sexta Guerra Mundial, Talaharia, o maior continente da Terra-02, havia criado um sistema de governo único denominado de "A Ala" e uniu suas forças militares em uma única unidade: a Unidade Alpha, isso gerou muitas controvérsias e várias outras forças militares rebeldes surgiram graças a esse monopólio que com certeza traria ainda mais guerras. Então o Exército Mor decidiu criar outra unidade para conter todo aquele caos: a Unidade Omega. Arthur tinha 17 anos e vivia no setor SC-04 em Vingeance, um instituto militar pertencente a Unidade Omega, junto de outros 8 Mechasoldados, soldados criados em cativeiro e treinados para usarem Tiranos em situações de combate. Cabia a equipe a missão expurgar qualquer ser que ousasse ir contra a lei, mantendo assim a paz não apenas no continente, mas em toda a Terra." 10 Viagens com ela, Mrs. Marinho "O amor não chega para os distraídos... Bom, pelo menos, não nessa história. Nicolas, um jovem diretor executivo, embarca num avião rumo a New Orleans, a cidade da intensa vida noturna, para fechar uma parceria comercial. No meio do caminho... Aliás, no meio do céu, conhece Tatiane, a aeromoça. Percebendo-se vidrado pela beleza e energia da moça, aproveita o tempo livre para conhecê-la melhor. No final do voo, uma pergunta fica sem resposta. Tatiane, uma mulher amante de viagens, nunca deixaria uma noite de folga em New Orleans ficar de fora dos seus planos. Com seus amigos, sabe curtir o melhor que o seu lugar favorito no mundo pode oferecer. Contudo, voltando ao trabalho, uma coincidência, ou, quem sabe, o destino, resolve lhe proporcionar um reencontro. E desse reencontro, surge uma promessa." * Colocaria outra obra na lista ? Comenta qual que vamos adorar a sua participação. Caso tenha gostado, não esqueça de compartilhar com os amigos e nos seguir nas redes sociais! E apoiem a literatura nacional!! _______________________________________________________ Sobre O autor: Jeff Wang Recifense, 18 anos e estudante de Física. Um aspirante a escritor, amante de séries, cinema e ciência.
- Contos Populares: 3 coletâneas incríveis para conhecer | Listas
Era uma vez dois irmãos que viajavam juntos, em busca de histórias para registrar. Eles procuraram pelos mais diversos contadores de histórias e reescreveram no papel as histórias que escutaram, a fim de que não se perdessem com o tempo. Os irmãos reuniram esses contos em uma coleção cuja fama ultrapassaria as fronteiras de sua terra natal. As histórias não se perderam, mas foram modificadas, adaptadas e recontadas de diferentes formas anos após a publicação da coleção, do mesmo modo como haviam sido modificadas, adaptadas e recontadas inúmeras vezes antes de serem registradas no papel. Em outros locais do mundo, antes e depois dos irmãos, outros contadores de histórias escreveram em sua língua materna narrativas que desejavam preservar. As histórias permaneceram, assim como o fascínio que elas exerceram nas audiências que as escutaram pela primeira vez. A tradição oral abunda em narrativas maravilhosas, contos repletos de elementos familiares e mágicos, heróis audaciosos e avós sábias, heroínas astutas e feiticeiras cruéis, jovens trapaceiros e artimanhas bem-sucedidas. Essas histórias instigam a nossa imaginação e traduzem, em seu universo fantástico, nossos anseios e angústias. Por esse motivo, permanecem conosco mesmo após nossos primeiros contatos com elas. Tenho certeza de que as descrições acima suscitaram alguma recordação no leitor – de personagens marcantes de sua infância, de histórias que ouviu quando criança e amou, de filmes que assistiu na televisão. Para quem, assim como eu, não perdeu o fascínio pelos contos de fadas, peço que continue lendo para conhecer três indicações de excelentes coletâneas de histórias da tradição oral. Fábulas Italianas, Italo Calvino A pedido do editor Giulio Einaudi, que queria publicar uma coletânea de contos populares italianos capaz de rivalizar com a coleção de contos dos Irmãos Grimm e a antologia de Charles Perrault, o jovem escritor Italo Calvino recolheu e traduziu contos populares de toda a Itália. Calvino aceitou embarcar nessa aventura apesar do pouco conhecimento que tinha sobre o assunto. O escritor logo se veria completamente imerso nesse mundo e apaixonado pelo seu objeto de estudo. A coletânea traz contos com os quais o leitor brasileiro não está familiarizado, mas que certamente irá amar. O livro foi publicado pela Companhia das Letras e conta com a tradução de Nilson Moulin. 103 Contos de Fadas, Angela Carter A escritora Angela Carter reúne contos centrados em uma protagonista. São 103 histórias que mostram diferentes tipos de mulheres: bruxas, moças comportadas, esposas vingativas, princesas, camponesas inteligentes, órfãs injustiçadas. O livro conta com algumas histórias já bem conhecidas da cultura ocidental e outras extraídas da tradição oral de países da Ásia e da África. No Brasil, a Companhia das Letras publicou parte dessa coletânea no livro A menina do capuz vermelho e outras histórias de dar medo. A tradução é de Luciano Vieira Machado. Contos de Fadas: Edição Comentada e Ilustrada, Maria Tatar Por último, mas não menos importante, temos essa antologia primorosa da Zahar editada e comentada pela folclorista Maria Tatar e traduzida por Maria Luiza X. de A. Borges. Além dos contos populares coletados por Perrault e pelos Irmãos Grimm, a seleção de Tatar traz alguns contos de Joseph Jacobs, Aleksandr Afanasev, e as histórias escritas por Hans Christian Andersen e Jeanne-Marie Leprince de Beaumont – todos devidamente acompanhados de notas explicativas que enriquecem ainda mais a experiência de leitura e belíssimas ilustrações de Gustave Doré e Arthur Rackham, entre outros. Um ótimo livro para quem quer revisitar as histórias que marcaram a sua infância. * Gostou das indicações? Você já conhecia essas coletâneas? Tem outras sugestões de livros de contos populares? Compartilhe conosco nos comentários! _______________________________________________________ Sobre a autora: Verônica Silva Aluna de Letras - Português, amante de ficção, aficionada por filmes e séries de TV (atualmente obcecada por Dark)
- Alma Gêmea: 15 anos de uma novela inesquecível | Resenha
“Carne e unha, alma gêmea, bate o coração...” É impossível se esquecer dessa música e não associá-la à novela Alma Gêmea, um grande sucesso da Rede Globo nos anos 2000, e que ainda é lembrada por muitos, principalmente pelos que cresceram assistindo na TV com a família no início da noite ou até mesmo pela tarde, quando foi reexibida pelo Vale a pena ver de novo. A produção foi um êxito em todos os sentidos, na história, na temática, na trilha sonora e, principalmente, nos personagens, que cativaram bastante o público e continuam vivos até hoje na memória popular. Relembre a trama Alma Gêmea era uma trama de época e se passava na fictícia e pequena cidade de Roseiral, em São Paulo, e contava a história de dois jovens, Rafael e Luna, um botânico e uma bailarina, que se apaixonaram, se casaram e tiveram até um filho, mas logo foram vítimas de um destino muito cruel: no dia de sua apresentação como bailarina no Teatro Municipal de São Paulo, Luna foi vítima de um assalto ao roubarem suas joias e, para salvar Rafael, acabou levando um tiro de um dos bandidos em seu lugar, morrendo logo após chegar ao hospital. O que ninguém imaginava, porém, era que o roubo havia sido encomendado pela própria prima de Luna, Cristina, que sempre teve inveja dela e achava que tinha direito sobre as joias por ser a neta mais velha da família. Além disso, Cristina sempre foi apaixonada por Rafael, por isso, com a morte de Luna, resolveu se aproveitar do seu momento de fraqueza para conquistá-lo aos poucos e assim, um dia, conseguir se casar com ele, que nunca mais foi o mesmo após a morte da esposa. Rafael (Eduardo Moscovis) e Luna (Liliana Castro) juntos. (Foto: Divulgação/TV Globo) Enquanto isso, longe dali, nascia Serena, uma indígena que na verdade era a reencarnação de Luna, que havia voltado para ficar ao lado de Rafael novamente, já que os dois eram almas gêmeas. Serena cresceu em sua aldeia, e desde criança tinha visões com uma rosa branca em um lago numa gruta. Estas visões indicavam justamente que ela tinha uma missão a cumprir: a rosa branca era a rosa que Rafael havia criado para Luna, o símbolo do amor dos dois, portanto, Serena precisava partir para a cidade e reconquistar Rafael sendo ela mesma, ainda que com a alma de Luna. Assim, após uma série de eventos, a indígena parte rumo a São Paulo e finalmente encontra o botânico, sendo contratada para trabalhar como empregada em sua casa, mas não era uma tarefa tão simples conquistar seu amor, pois quase todos, inclusive Rafael, a desprezavam e muitos não acreditavam que Serena, sendo uma indígena, poderia ser Luna, que em outra vida era uma bailarina. Porém, com o passar do tempo, Rafael começa a nutrir sentimentos por Serena e, ao perceber isso, Cristina resolve fazer de tudo para impedir esse romance, armando diversos planos para separar o casal juntamente ao lado de sua ambiciosa mãe, Débora. Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis) juntos. DIVULGAÇÃO/GLOBO A inveja de Cristina, prima de Luna e antagonista da história, transformou ela numa verdadeira vilã. Um sentimento cada vez mais alimentado por sua mãe, Débora, uma mulher gananciosa que não se conformava em depender do dinheiro da irmã e por isso, incentivava a filha a dar um golpe em Rafael a fim de se casar com ele e assim, ficarem ricas. A atuação de Flávia Alessandra – por exemplo – como Cristina foi de tirar o fôlego. Ela se deu inteiramente à personagem e atraiu a atenção dos telespectadores, que ficavam impressionados no quanto Cristina parecia real, desde o arquear de suas sobrancelhas e seus movimentos até suas risadas maléficas e seus ataques de fúria. Sempre acompanhada de sua mãe, as duas faziam uma dupla perfeita quando se tratava de planos ardilosos para passar por cima de tudo e de todos e, assim, alcançarem seus objetivos. Espiritismo Débora (Ana Lúcia Torres) e Cristina (Flávia Alessandra), mãe e filha. (veja.com/VEJA) A novela não só trazia uma clássica e forte história de amor, mas também uma temática muito bem abordada: o espiritismo, com enfoque na reencarnação. Na trama, as cenas onde Serena se encontrava com sua própria alma através de um espelho são marcantes de se lembrar, além das suas tentativas de se recordar de seu passado como Luna com a ajuda do Dr. Julian, um médico especialista em fenômenos espirituais. Também não podemos nos esquecer de Alexandra, esposa do Dr. Eduardo, amigo de Rafael, uma mulher com uma grave doença mental e bastante sensitiva, tendo uma vez ou outra ataques de fúria ao ser possuída por um espírito maligno. Sua trama chamou bastante a atenção do público, principalmente pelo tom sombrio das cenas em que a personagem aparecia. Tramas paralelas A terceira da esquerda para a direita, Divina (Neusa Maria Faro); ao meio, dona Ofélia (Nicette Bruno); e por último, à direita, Osvaldo (Fulvio Stefanini). Foto: Márcio de Souza/Globo O núcleo da pensão também se destacou: Osvaldo e Divina, donos de uma pensão numa vila, sempre viviam em meio a confusões com a família e os moradores do local. Os dois, juntamente com dona Ofélia, mãe de Divina, brilhantemente interpretada pela nossa querida e eterna atriz Nicette Bruno, caíram nas graças do público. Dona Ofélia não gostava do genro, Osvaldo, já que este era um simples sapateiro e ela sempre sonhou que a filha se casasse com um homem de posses, assim, genro e sogra viviam sempre em pé de guerra. Enquanto Osvaldo xingava dona Ofélia, a velhinha contava tudo para a filha, que em resposta, dizia o icônico bordão “Osvaldo, não fale assim com a mamãe”. A história também trazia a divertida Olívia, amiga de Luna e Rafael, uma mulher rica e casada que logo viu sua vida virar pelo avesso ao ser enganada pelo marido e perder tudo o que tinha, indo morar na mesma vila da pensão com os filhos. Olívia passa grande parte da trama tentando se adaptar à nova realidade, já que teve que abrir mão de todo o luxo e conforto que tinha, ao mesmo tempo que vive um romance tórrido e divertido com o bruto, mas carinhoso cozinheiro, Vitório, filho de Osvaldo e Divina, que não suportavam ver o filho se envolver com uma mulher “separada”, que era como eles se referiam à Olívia. Havia também a bela trama de Felipe, filho de Rafael e Mirela, filha de Olívia, que eram apaixonados um pelo outro, mas impedidos de ficarem juntos pelo pai da jovem, Raul, ex-marido de Olívia e um homem bastante interesseiro e aproveitador. Olívia (Drica Moraes) e Vitório (Malvino Salvador). Foto: TV Globo Ainda, é mostrado o núcleo de Mirna e Crispim, dois irmãos que moravam em um sítio com o tio, Bernardo, e viviam brigando: enquanto Mirna fazia de tudo para conquistar um rapaz e se casar com ele ao convidá-lo para ir à sua casa, Crispim expulsava todos os pretendentes da irmã logo após gritar o clássico bordão “Miiiiiiirnaaaa!!!!” e os jogava no chiqueiro de seu sítio. Felipe (Sidney Sampaio) e Mirella (Cecília Dassi). Foto: Márcio de Souza/TV Globo Além da irmã, Crispim também queria se casar, mas com uma mulher que o desprezava, Kátia, por quem ele era apaixonado e vivia correndo atrás. Os dois juntos, inclusive, renderam muitas cenas divertidas e engraçadas. É inesquecível... Mirna (Fernanda Souza), Crispim (Emilio Orciollo Netto) e tio “Nardo” (Emiliano Queiroz). (Foto: Reprodução/TV Globo) Uma novela que ia de amor à comédia. Um clássico da Rede Globo. Uma história gostosa de se assistir que reunia a família em frente à TV todos os dias para acompanhar a história de amor entre Serena e Rafael, as artimanhas de Cristina e sua mãe, Débora e as divertidas confusões entre Crispim e Mirna, Osvaldo e Ofélia e Olívia e Vitório. Personagens inesquecíveis e cenas tristes, engraçadas e arrepiantes do início ao fim da trama. Além de trazer belas mensagens ao final daquele seu épico último capítulo, como “A alma é o verdadeiro ser do homem”. Assim, Alma Gêmea foi e continua sendo para muitos, especialmente para mim, uma verdadeira lição sobre espiritualidade, amor e esperança que me tocou e ainda toca tão profundamente. E você, o que achava dessa novela? Quais eram seus personagens favoritos? _______________________________________________________ Sobre o autor: Erick Henrique Sou graduando em Rádio, TV e Internet na UERN, amo filmes, séries e telenovelas e cultura pop no geral. Gosto de um bom café pra quase todas as horas e de boas companhias ao meu lado.
- Supernatural: Chuck não é Deus! | Teorias
ALERTA: Esse texto contém spoilers de várias temporadas de Supernatural! A essa altura todo fã de Supernatural sabe que Chuck foi revelado como Deus na série. Entretanto, poucos notaram o que isso realmente significa. As pistas são sutis, e podem ser difíceis de encontrar. Se você quer saber mais, fique com a gente e continue lendo até o fim. Comecemos do princípio... O arco de Chuck começa quando Sam e Dean encontram uma série de livros intitulados "Supernatural'' - neles, estão registradas todas as aventuras anteriores de nossos protagonistas. Eles procuram por Carver Edlund, pseudônimo que Chuck utiliza na publicação dos romances. Ao confrontá-lo a respeito dos escritos, Chuck afirma que não sabia da existência dos dois irmãos e que seus livros e a vida de Sam e Dean não passavam de ficção. Depois de alguma discussão Castiel conclui que Chuck é na verdade um profeta. Em Supernatural os profetas são humanos escolhidos para ler a palavra de Deus, são os únicos capazes de traduzir e interpretar o que foi escrito por Metatron durante a criação. Metatron é um anjo, e não um "transformer" como Dean pensou. Metatron foi eleito o escriba de Deus e redigiu a tábua dos leviatãs, dos demônios e dos anjos. Ao justificar que Chuck seria um profeta, Castiel diz que ele possui presciência o que faz com que preveja o futuro e escreva as histórias. “Um dia, esses livros serão conhecidos como o evangelho de Winchester" - foram as palavras de Castiel. Porque os irmãos Winchester são tão importantes para Chuck? A resposta dessa pergunta pode ser facilmente deduzida junto aos episódios finais da segunda temporada. Sam é a casca perfeita de Lúcifer e Dean a casca perfeita de Miguel. Alguns episódios a frente o próprio Chuck, já revelado como Deus, afirma: “Vocês são meus preferidos”. Os irmãos seriam os vetores do apocalipse. Necessários para que a batalha entre Lúcifer e Miguel ocorresse na Terra. DICA: Aos autores que estão lendo esse texto, se não tratarem seus protagonistas como filhos, sua história fracassou. Volte e escreva de novo. Se estiver chato de escrever, provavelmente estará chato de ler. Afinal, por que Chuck não é Deus? O “Deus” de Supernatural possui mais características humanas do que propriamente divinas. Dentre elas podemos destacar: raiva, medo, mesquinharia, ira, e até a necessidade de vingança. Só pensando nisso já notamos a distância das características de um Deus. Certa vez ouvi comentários de outros fãs da série, dizendo que personificar Deus da forma como é apresentada na série era uma blasfêmia, uma heresia. A maneira como os irmãos e o próprio Castiel se referem a Deus, culpando-o por vários dos desastres que aconteceram dizendo que ele tinha poder para impedir tudo. Acredito que quem teve essa interpretação, parece não ter captado o que os roteiristas queriam dizer. O que faz de Supernatural uma série genial é a própria metalinguagem, a crítica que ela faz a si mesma. Por exemplo, no 15º episódio da sexta temporada os irmãos são presos em uma realidade onde visitam o set das gravações de Supernatural. Os personagens entram na pele dos próprios atores. Mais a frente na décima quinta temporada, episódio 10, intitulado “A jornada dos Heróis” (The Heroe’s Journey), Sam e Dean se veem como pessoas comuns, com problemas normais como gripe ou dor de dente. Coisas corriqueiras que acontecem com a maioria das pessoas, mas não com heróis. Quem estuda um pouco sobre roteiro, percebe a referência do título a obra de Joseph Campbell, "O herói de mil faces". O livro é uma “receita de bolo” para quem deseja escrever histórias melhores. Nesse episódio pequenos probleminhas que não interferem em nada no roteiro mas que são deixados de lado pelos autores vêm à tona. Coisas como: o Impala para de funcionar, ou mesmo o Dean não conseguir derrubar seu adversário em uma luta, ou as balas de sua arma acabarem. Coisas que deveriam acontecer naturalmente mas que são deixadas de lado por não acrescentarem nada a história, pois o que nós queremos são histórias maravilhosas, sem por menores. Queremos ver os heróis se enrascarem e saírem da situação de forma épica, inteligente e inesperada. Qual a pista que a série nos dá sobre isso? Um detalhe importante é que o pseudônimo usado por Chuck em suas publicações (Carver Edlund) é uma junção dos sobrenomes dos roteiristas Jeremy Carver e Ben Edlund. Enfim, Chuck não representa mais que o autor dos acontecimentos da Série. Mais uma das várias metalinguagens presentes em Supernatural. O autor apenas se inseriu na história e como todo autor, é deus dentro das próprias histórias. E você? Acha que tudo isso faz algum sentido? Deixe nos comentários a sua teoria! _______________________________________________________ Sobre o autor: Vinicius Ramos Jornalista, apaixonado por cultura pop, quadrinhos, cinema e literatura fantástica. Tem o hábito de escrever diariamente, dormir pouco e cuidar de árvores pequenas. Goiano e goianiense, gosta de discussões longas, e animes complexos."











