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  • Orçamentos Astronômicos: As Séries Mais Caras de 2022 | Listas

    A plataforma online está no mercado desde 2007 e está presente em todos os países exceto Coreia do Norte, China, Crimeia e Síria. Nos últimos anos a empresa anunciou um investimento de 5 bilhões para a criação de conteúdos originais. Várias séries de impacto já passaram pelo catálogo como Orange is The New Black, Narcos e House of Cards. Agora você confere quatro produções com orçamentos astronômicos que estão sendo produzidas para o ano de 2022. The Crown (2016-22) A série baseada na vida da família real britânica apresenta um orçamento impressionante por episódio. São estimados gastos de mais de R$67 milhões. Um dos episódios mais caros foi o casamento da Rainha Elizabeth II. Atualmente, estão disponíveis quatro temporadas na Netflix. Para o próximo ano, o roteirista Peter Morgan promete que o público verá a família real nos anos 1990. A série tocará em assuntos como a morte da Princesa Diana. A previsão é de que a quinta temporada estreia em novembro de 2022, porém a sexta temporada já esta confirmada e também será lançada em novembro, só que no ano de 2023. Bridgerton (2020-22) Uma das queridinhas do catálogo atualmente é a série Bridgerton que conta com um orçamento de 7 milhões de dólares por episódio. Devido ao sucesso imediato, a série da Regência Britânica e baseada nos livros de Julia Quinn, já foi confirmada até a quarta temporada. O alcance da série em 2020 foi de 82 milhões espectadores. Seguindo os moldes de The Crown, devido ao contexto da época em que a série se passa, a maior parte do orçamento é destinado a locações de locais históricos e roupas. Stranger Things (2016-22) Uma das obras clássicas de produção própria da Netflix, já iniciou com um alto orçamento. Stranger Things, em sua primeira temporada, utilizou 6 milhões de dólares por episódio. A destinação de verba só aumentou com o sucesso da série, que para a segunda temporada teve um adicional de 2 milhões de dólares. Para a terceira temporada, estima-se que o orçamento foi de 12 milhões de dólares. Para o ano de 2022, a quarta temporada será lançada no período entre junho e setembro. The Witcher (2019-22): US$ 10 milhões por episódio O ator Henry Cavill, que interpreta o personagem Geralt de Rivia, consome boa parte do orçamento disponível para a série. Além dele, os efeitos especiais utilizados para criar o ambiente de fantasia de The Witcher garantem um orçamento de 10 milhões de dólares por episódio. A segunda temporada já tem data de estreia para este ano e será lançada dia 17 de dezembro e já tem sua terceira temporada confirmada, além de um longa metragem animado e uma série direcionada ao público mais jovem. * Além dessas séries, a Netflix anunciou em seu evento Tudum, que aconteceu no dia 25 de setembro, que irá lançar novas temporadas de La Casa de Papel, Sex Education, Cobra Kai entre outros. Qual série você está mais ansioso ou ansiosa para assistir? Comenta aqui pra gente! _______________________________________________________ Sobre a autora: Jéssica Grossi A autora é escritora, leitora desde sua infância, lê desde infanto juvenil até literatura experimental. É fiscal de gênero de musica, amante de artes obscuras e gosta de assistir filmes (péssimos) de terror.

  • O espírito Canadense Numa Casca de Noz |Come From Away | Análise

    Os canadenses, como um todo, são educados. Muito educados, tipo é piada o quão educados eles são. Eles são irritantemente educados, no nível de pedir desculpas quando passam por você na rua. Para os padrões brasileiros eles seriam considerados frios, ou talvez nós que sejamos muito calorosos, amigáveis e dados. Apesar da aparência fria eles são um tanto quanto acolhedores, num país que só funciona por causa dos imigrantes meio que tinha que ser. A alguns anos tive a oportunidade de ir estudar lá e durante o meu período de estudos tive a chance de realizar outro sonho ir a um musical da Broadway. Não foi exatamente na Broadway, já que ele estava sendo montado na Younge Street em Toronto, contudo a experiência foi maravilhosa esse musical de chamava Come From Away. Que recentemente, após a reabertura dos teatros em Nova Iorque foi gravado e disponibilizado no Apple TV. https://www.amazon.com.br/dp/B07VX5NBCK/ref=dp-kindle-redirect?_encoding=UTF8&btkr=1 Esse é um musical diferente dos quais eu estava acostumado. Ao contar uma história real, e não qualquer simples história real. Nos levar de volta aqueles que foi um dos momentos mais tensos do mundo, quando heróis e vilões foram separados, um momento mudou para sempre o mundo. Que evento foi esse? O atentado ao World Trade Center. Contexto histórico 11 de Setembro de 2001 foi sem dúvidas um marco. O mundo nunca mais foi o mesmo, como alguém que nasceu depois dessa era o mundo é mais difícil, mas eu não consigo entender as suas diferenças. Embarcar num avião é complexo, existe uma série de procedimentos que são no mínimo chatos, e por vezes invasivos. É um mundo mais temeroso, mais triste… Fomos expostos a nossa fragilidade. https://veja.abril.com.br/mundo/20-imagens-que-contam-como-foi-o-ataque-de-11-de-setembro-de-2001/ Quando os aviões colidiram com o World Trade Center, o Pentágono e o chão da Pensilvânia o mundo segurou a respiração por um momento. A comunidade da cidade de Toronto se preocupou em serem os próximos a serem atacados, brasileiros se questionavam o que estava acontecendo, o mundo se desesperou, quebrou e acima de tudo se preocupou, principalmente com as centenas, senão milhares de outras aeronaves que cruzavam os céus naquele momento. O que fazer com a miríade de aeronaves que estavam no espaço aéreo americano? Cada uma delas era uma ameaça em potencial, eles ainda não sabiam se tinha sido um ato de terrorísmo doméstico, ou internacional. Aviões foram direcionados ao aeroporto mais próximo, muitos que estavam cruzando o Atlântico voltaram para a Europa, contudo alguns estavam longe demais para dar meia volta, dezenas de voos direcionados a um local que nas horas anteriores tinha completamente fechado seu espaço aéreo, dessa maneira onde mandar todos esses aviões? Começou a Operação Yellow Ribbon. Diversos aviões com destino aos Estados Unidos pousaram no Canada, Vancouver e Hallifax receberam milhares de pessoas, sendo a terceira localidade que mais recebeu pessoas a cidade de Gander. https://www.thetimes.co.uk/article/september-11-attacks-gander-newfoundland-refuge-lcx0h8xjl Gander, uma cidade localizada na província de Newfoundland e Labrador no Canadá, diferente das outras duas, tinha uma população pequena. Sendo a oitava e décima quarta maiores cidades do país as outras duas tinham o escopo para receber tanta gente. Gander com pouco mais de 10 mil habitantes teve um aumento massivo em sua população ao do dia pra noite aumentar em quase 7 mil pessoas sua população. O musical Somos primeiro apresentados aos cidadãos de Gander. Para eles era uma manhã normal, as crianças foram pra escola e os adultos aos seus trabalhos, isso foi antes do twitter e outras formas de informação instantânea, então eles ainda usavam rádio como fonte de informação. Então no meio da manhã eles ouvem a notícia. Receber a notícia diversas vezes faz com que você vá aceitando-a em partes, assim como eles. Logo eles são notificados de que eles estarão recebendo dezenas de aviões, trinta e oito para ser exato. A população da cidade incha e todos se preocupam muito, certamente as pessoas que estavam nos aviões mais do que todos, já que eles nem sabiam ao certo o que tinha acontecido, onde eles estavam ou qual seria futuro deles. Eles passam um dia inteiro dentro dos aviões até que finalmente são liberados para descer. As pessoas da cidade recebem os estrangeiros primeiro os colocam em escolas, hotéis, etc. Contudo o relacionamento cresce e depois eles colocam as pessoas dentro de suas casas. O musical é extremamente engraçado, o que é quase ofensivo considerando o período terrível e os acontecimentos horrendos que ele retrata. Uma das cenas do começo da obra mostra duas mulheres levantando as camisas e ficando só de sutiã no palco, o que os meus amigos canadenses acharam um tanto quanto sensual e eu, na minha condição de brasileiro e praiano, só fiz rir da cara deles. As músicas corroboram para esse tom sendo em sua maioria animadas e de extremo bom tom. Apenas uma das músicas é extremamente triste, que é a “I am Here” que fala do sentimento de perda e da saudade de uma mãe por um filho, o que realmente te destroça já que você fica embalado na busca e sente profundamente a perda da personagem. Outra música fortíssima pra mim é “Me and the Sky” que conta a história de Beverley Bass a primeira piloto comercial mulher dos Estados Unidos. A música é interpretada pela atriz da Broadway Jenn Colella de maneira incrível. Beverley Bass e Jenn Colella juntas na festa de Come From Away https://www.theatermania.com/broadway/news/interview-beverley-bass-come-from-away_82292.html Ouvi-la descrever seu processo de mudança, que foi recheado de preconceitos e lutas, mas que no fim é coroado com a conquista de seu sonho, é magnífico. E de repente você se encontra torcendo por ela, sonhando com ela e sofrendo com ela. A humanidade continua a me surpreender O final é feliz, talvez para nos mostrar que apesar de tudo, de que as maiores tragédias do mundo quando somos confrontados com o horror, com a maldade e com a pior face da humanidade; também podemos observar sua face mais bela. A humanidade não cansa de ser dualista, ao mesmo tempo que tem uma beleza profunda ela tem uma maldade inerente. Somos maus até que algo nos force a ser bons ou somos bons, mas corrompidos pela sociedade? O gênio humano é uma força a ser reconhecida, somos capazes de todas as coisas as quais nos propomos. Markus Zusak já perguntava como uma coisa pode ser ao mesmo tempo bela e feia. Concordo com ele, os humanos me assustam, somos loucos, somos lobos, matamos uns aos outros pelo simples prazer de matar. Ao mesmo tempo em que contemos uma profunda beleza, uma bondade indizível, um amor que é realmente belo de se ver. Somos paradoxais, e de milhares de maneiras isso me surpreende. https://www.pensador.com/frase/MTUzNjIyNQ/ Por estarmos em constante mudança nos permitimos esses pequenos momentos de dualidade. É verdade somos inconstantes, ao ponto de não sermos, estarmos, então acredito que a verdade se encontre não em sermos feios ou belos, bons ou maus, éticos ou criminosos, santos ou pecadores… A lista em si é infinita, contudo acredito que temos nossos momentos. Os que acreditam em alguma espécie de divino podem colocar Deus como um fator redentivo, os que não acreditam não sei como explicam a dualidade humana. Gander fez o mundo relembrar que ainda podemos ser surpreendidos, que em tempos de terrorismo ainda nos é possível ver beleza indizível, que em tempos de medo ainda é possível ser silver linings trouth the clouths, pois não importa o que ocorra o dia voltará a raiar, as nuvens vão passar e o sol voltará a raiar. Por isso eu amo esse musical, ele me lembra que ainda a bondade no coração humano, a sociedade ainda consegue me surpreender. _______________________________________________________ Sobre o autor: Pedro Vieira Escrevo pois sou poeta, minhas ideias imaginárias no papel tomam forma e minha dor arte se torna.

  • Stranger Things: Barbara Holland, uma importante partida que deixou saudades | Análise

    *Caso você ainda não assistiu Stranger Things, saiba desde já que esse texto contém spoilers* Barbara Holland, ou Barb, foi uma personagem muito querida em Stranger Things, uma das séries de maior sucesso da Netflix atualmente. Mesmo com sua curta participação, a personagem logo conquistou o carinho de boa parte dos espectadores pelo carisma e sensatez que trazia consigo e sensibilizou muitos pela sua morte trágica no início da primeira temporada. Porém, ela significou e muito para a história, então, venham saber como! Barbara e Nancy Talvez um dos motivos pelos quais muitos gostavam da Barbara e assim, se sensibilizaram com sua morte foi pelo fato da personagem ser o tipo de pessoa que realmente se encontra na realidade: aquela amiga ou amigo que protege e aconselha o outro, que funciona como um equilíbrio numa relação, enquanto um erra, o outro ajuda a consertar, e assim se segue até chegarem a um meio-termo, um completa o outro. Assim, Barbara sempre estava ao lado de sua melhor amiga, Nancy Wheeler, uma patricinha do Hawkins High School que, no início da série, iniciou um relacionamento com o arrogante Steve Harrington. A personagem, porém, não gostava nem um pouco dessa situação, já que Nancy estava começando a mudar depois que começou a namorar com o rapaz. Até que em uma noite, durante uma festa na piscina na casa de Steve, as duas acabaram se desentendendo por Barbara querer alertar Nancy sobre as decisões precipitadas que ela estava tomando com Steve e logo após, é mandada embora pela própria amiga, sendo assim, ignorada por ela. Foi a última vez que as duas se viram. Logo após, Barbara acabou sendo capturada e morta por um monstro, conhecido na série por Demogorgon. Depois do ocorrido, a personagem foi dada como desaparecida e a única que demonstrou se preocupar com o seu sumiço, além de seus pais, foi a Nancy, que havia se arrependido pelo que tinha feito à amiga na noite anterior. Assim, Nancy passa boa parte da primeira e segunda temporadas tentando descobrir o que houve com Barbara, passando por uma grande transformação de caráter durante sua jornada. Vejam bem: o desaparecimento de Barbara causou um grande sentimento de culpa na Nancy, que logo em seguida, passou a procurar respostas sobre o ocorrido, o que a fez descobrir a respeito do monstro que a matou, o mesmo monstro que atacou Will, outro personagem principal na série, e isso, consequentemente, ajudou toda a história a caminhar. Justiça pela Barb Na segunda temporada, Nancy, depois de descobrir que a amiga estava morta e se sentir culpada por tudo o que houve, só queria uma coisa: justiça pela Barb. Então, ainda que fosse tarde demais, ela, juntamente com Jonathan e o detetive Murray, resolvem ir a fundo para descobrir os responsáveis pela morte da personagem, até descobrirem que o verdadeiro culpado foi o Laboratório Hawkins, expondo assim, a verdade para todos ao final da segunda temporada e se sentindo, por fim, aliviada por ter feito justiça pela amiga. Portanto, é curioso perceber que a Nancy teve uma grande evolução na série a partir da morte da melhor amiga, pois isso impulsionou ela a correr atrás dos seus objetivos e a fazer o que realmente deveria ser feito, ou seja, a morte de Barbara teve um grande significado pelas consequências que trouxe para a história, pela evolução da Nancy e até mesmo do Steve, pelos rumos que a série tomou ao longo de suas temporadas. E depois? Por mais trágica que tenha sido, a morte de Bárbara ajudou muito nos rumos que a série tomou, sem ela a Nancy não teria se tornado quem ela é atualmente e provavelmente, a história estaria muito diferente de como se encontra hoje. Apesar disso, Bárbara ainda deixa saudades, pois, muitas vezes podemos visualizá-la através de alguém próximo da gente, principalmente de um amigo ou amiga, além de nos perguntarmos quais seriam seus rumos na série caso ela ainda estivesse viva. Imaginemos, por exemplo, ela lutando com a Nancy e as crianças contra o Devorador de Mentes, ajudando a amiga e Jonathan em suas investigações ou diversas outras possibilidades. * E você, como imagina os rumos de Bárbara em Stranger Things caso ela ainda estivesse viva? _______________________________________________________ Sobre o autor: Erick Henrique Sou graduando em Rádio, TV e Internet na UERN, amo filmes, séries e telenovelas e cultura pop no geral. Gosto de um bom café pra quase todas as horas e de boas companhias ao meu lado.

  • O Esquadrão Suícida: Um filme sobre LIBERDADE | Análise | Listas

    Histórias nos ensinam a viver. Qualquer boa história, carrega consigo uma essência, um valor universal maior que a própria narrativa. Aquilo que antigamente víamos nas fábulas chamado de “moral da história”. As fábulas geralmente são escritas para crianças e como algumas ainda estão desenvolvendo sua capacidade de interpretação a moral vinha explícita para que a mensagem fosse entendida. No restante dos casos, a “moral” precisa ser percebida por olhares mais atentos. Por exemplo: Chapeuzinho vermelho não é uma história sobre uma menina que saiu de casa para levar doces para vovozinha doente. A história é sobre obediência, e trata das consequências de desviar o caminho e seguiu pelo bosque ao invés da estrada. E o que eu estou querendo dizer com tudo isso? Que esquadrão suicida (2021) possui uma essência, que está escondida em toneladas de cenas de ação, sangue e piadas! Gostaria de listar aqui 11 elementos que revelam a verdadeira essência do filme. 1. O enredo. O próprio enredo do filme, trata de liberdade quando surge uma oportunidade de reduzir a pena dos criminosos, em troca de um pequeno serviço. Mesmo que muitos não queiram sair, essa é uma chance de esticar as pernas do lado de fora. 2. Sábio e o pássaro. No início do filme, quando o Sábio está no banho de sol, um pássaro pousa no canto da cela. Usando uma bolinha ele acerta o pássaro e o mata. Pela expressão em seu rosto é possível deduzir que ele inveja a liberdade do pássaro. 3. Bolinhas O Polka Dot Man, também conhecido no filme como Bolinhas, foi infectado por um vírus interdimensional, e por esse motivo tem que expelir bolinhas regularmente. O fato mais marcante é que ele foi infectado pela própria mãe. Traumatizado, ele enxerga a face da mãe em todos os lugares e busca se libertar disso. 4. Arlequina quer esquecer do namorado. Todo mundo sabe que Arlequina não tem uma mente lá muito saudável, ainda mais depois do Coringa. Durante o filme existem muitos pontos que nos demonstram como ela ainda está ligada ao seu ex-namorado. As tatuagens ou mesmo o jeito como ela se relaciona com o ditador. 5. A prisão de Starro. O grande vilão do filme nada mais é do que um prisioneiro, que viu em um momento de liberdade uma oportunidade de vingança. Starro, que fala através das pessoas as quais controla, assim que é derrotado, diz a frase: “Eu estava feliz, flutuando e admirando as estrelas", o que evidencia sua liberdade antes da captura. 6. Opressão do povo de Corto Maltese. O povo de Corto Maltese sofre com um governo ditatorial. Em meio a floresta nossos heróis encontram a resistência. Um movimento que busca libertar o país da opressão do ditador, liderado pela nossa brasileira Alice Braga no papel de Sol Sória. 7. Caça-ratos controlando ratos busca se libertar da própria realidade. Em um momento de flashback, a Caça-ratos 2 mostra um pouco de sua infância na companhia do pai, que desenvolveu um artefato que era capaz de controlar ratos. Com este poder eles fazem os ratos roubarem coisas de valor e mesmo comida. Uma tentativa de se libertar da condição a qual se encontram. 8. Equipe de Amanda Waller se revolta contra ela. Mais próximo do fim do filme, a equipe de Amanda Waller percebe que ela irá até as últimas consequências para atingir seus objetivos. A equipe a nocauteia e se liberta de suas ambições, dando aos “heróis” mais tempo para resolver a situação. 9. Derrotar Starro para que o mundo se livre dele. Como sabemos desde o início do filme, e como é de costume de quase todos os vilões, suas motivações são quase sempre egoístas. Contudo, o Sanguinário deixa claro seu desejo de derrotar o monstro, não pelo perigo de que ele destrua tudo, mas sim para que sua filha viva em um mundo livre do monstro 10. O governo quer se livrar da sua participação no programa que aprisionou Starro. Desde o início, a missão dos protagonistas se resume a esconder a participação do governo na captura do alienígena. Se eximir da culpa, ou cobrir qualquer vestígio é uma forma de se ver livre de julgamentos ou críticas. 11. Chantagem contra Amanda Waller garante a liberdade. Com as informações sobre a participação do governo em mãos, os protagonistas chantageiam Amanda em troca de sua liberdade, sob ameaça de divulgarem as informações. Pode até ser que nenhum desses acontecimentos estejam ligados por uma lição maior, mas mesmo que não tenham sido pensados sobre o mesmo tema da liberdade, seria desmerecer muito o trabalho de James Gunn dizer que é pura coincidência. * Conhece mais algum acontecimento no filme que tem a ver com liberdade? Deixe um comentário. _______________________________________________________ Sobre o autor: Vinicius Ramos Jornalista, apaixonado por cultura pop, quadrinhos, cinema e literatura fantástica. Tem o hábito de escrever diariamente, dormir pouco e cuidar de árvores pequenas. Goiano e goianiense, gosta de discussões longas, e animes complexos."

  • Mais do que super-heróis: 8 motivos para assistir à The Boys | Listas

    The Boys © 2019 - 2021 Prime Video.. Todos os direitos reservados. The Boys é um dos carros-chefes do Prime Video e, logo mais, lançará sua terceira temporada. A produção é inspirada nas histórias em quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson, que levam o mesmo nome da série. A trama segue um grupo de justiceiros normais (os “The Boys”) que lutam contra os super-heróis e heroínas, numa realidade onde os Supers são mais famosos que as celebridades e escondem uma face nem tão heróica assim. Se você ainda não conhece essa obra-prima do streaming, confia em mim: você deveria parar tudo o que está fazendo e ir assisti-la agora mesmo. Não acredita? Tudo bem, eu trouxe oito motivos para te convencer. Se liga: 1. Heroísmo corrompido The Boys © 2019 - 2021 Prime Video.. Todos os direitos reservados. Como mencionei, The Boys se destaca, em meio a tantas produções sobre super-heróis, justamente por inverter o cenário com o qual estamos acostumados a ver no segmento. Em um mundo onde os seres com superpoderes são gerenciados para dar lucro e influenciar a mídia, o heroísmo é posto à prova e a divindade dos heróis se revela encenada, falha e de caráter duvidoso. Até que ponto as pessoas são altruístas? O que acontece quando a nação não está vendo? Quem são, realmente, as pessoas por trás das capas e armaduras? Todas essas perguntas são exploradas ao longo da série, trazendo uma nova visão sobre os “mocinhos e mocinhas” que protegem os Estados Unidos. 2. Críticas atuais Ao assistir aos episódios, fica claro que nenhuma cena é produzida à toa. Além de criticar explicitamente os super-heróis e super-heroínas, The Boys aborda diversos temas bem reais e que afetam toda a sociedade ao redor do globo: o culto às celebridades, a ilusão das redes sociais, o poder da religião, a força do militarismo e muito mais. Relacionando os dilemas da sociedade ao cenário de ficção e fantasia, a série dá um tiro certeiro ao adaptar e atualizar as histórias em quadrinhos - que nasceram há 15 anos - para apresentar ao público questionamentos mais do que necessários, como as lutas contra o racismo e à homofobia. 3. Grupo complexo de personagens The Boys © 2019 - 2021 Prime Video.. Todos os direitos reservados. Além de todo o fingimento usado para estabelecer o grupo de heróis nos EUA, é possível acompanhar os conflitos internos que cada personagem enfrenta ao longo da trama, deixando a narrativa ainda mais cativante. Mostrando que nada nem ninguém é composto apenas de características boas ou ruins, a série humaniza pessoas vistas como superiores, adicionando problemas corriqueiros da humanidade ao caos superpoderoso. Aqui, nada é preto e branco: o mundo é uma imensa área cinza. Assim, as ações de cada personagem passam a ser julgadas com outra perspectiva depois que entendemos um pouco de sua trajetória. Isso está longe de justificar qualquer ato, mas com certeza serve para mostrar que nada é tão simples quanto parece. Um grande exemplo disso é a Queen Maeve (Dominique McElligott), que acaba sendo devorada pelo sistema e abre mão de seus princípios para continuar a vida. Ela é cúmplice de situações terríveis, ao mesmo tempo em que é atormentada pela culpa. É responsável por diversas dores, na mesma proporção em que precisa lidar com as feridas que os outros causam nela. 4. Ótimos plot twists Revelações absurdas e reviravoltas emocionantes: esse é o resumo da série. Apesar de ser baseada nas HQs e seguir muitas ideias originais, a produção toma a liberdade de inovar e mudar alguns desfechos, pegando todo mundo de surpresa e fazendo os queixos irem para o chão. Nada é previsível e a diferença de poder entre os dois grupos principais desperta ainda mais tensão e curiosidade em quem assiste. Afinal, em uma luta de pessoas normais contra super-heróis, tudo pode dar errado em questão de segundos. E o melhor de tudo é que as incertezas permanecem até o último segundo dos episódios (e, às vezes, perduram para além da temporada). 5. Violência explícita The Boys © 2019 - 2021 Prime Video.. Todos os direitos reservados. Nada de cautela: assim como nos quadrinhos, a série usa e abusa de cenas gore e leva a violência para níveis extremos. Inclusive, os primeiros minutos da série já mostram o ritmo da produção e deixam claro o quanto os superpoderes podem ser perigosos. Mas não se preocupe, você não vai se deparar com cenas ridículas de violência gratuita. Como já foi mencionado, nada na série acontece por acaso e a violência está sempre dentro de um contexto, sem parecer muito fantasiosa. 6. Humor certeiro Além da dosagem certa de violência, The Boys conta com um timing perfeito para o humor ácido. Afinal, não dá para esperar menos de uma série que conta com Seth Rogen como produtor executivo, né? Mas não pense que o humor é usado só para amenizar as cenas fortes e arrancar umas risadas. Ele também é uma ferramenta importantíssima para acentuar a imagem e o caráter (nem sempre positivo) de alguns personagens. 7. Efeitos especiais bem feitos The Boys © 2019 - 2021 Prime Video.. Todos os direitos reservados. Outra coisa que dá para perceber desde o início da série, é que a Amazon não poupou esforços nem recursos financeiros para deixar a produção no mesmo nível das grandes franquias de super-heróis do cinema. Seja no figurino, nos superpoderes ou explosões, os efeitos especiais de The Boys são bem realistas (às vezes, até mais do que a gente gostaria) e garantem todo o aspecto violento e insano que cativou o público desde o primeiro episódio. 8. Trilha sonora impecável Não dava para encerrar o artigo sem falar da trilha sonora, afinal, ela é tão importante quanto as gravações. E para a alegria dos fãs do audiovisual, The Boys acerta em cheio mais uma vez. Agradando a todos os gostos, as cenas são acompanhadas por um extenso catálogo musical, que é inspirado principalmente pelas décadas de 80 e 90 e vai do punk-rock ao pop, conduzindo a narrativa quase como um personagem principal da trama. Tem até referência às Spice Girls! * Bom, é isso. Eu poderia listar mais um monte de motivos para você começar a série, mas nada melhor do que ver sobre o que eu estou falando com os próprios olhos. Dá o play no trailer da primeira temporada: The Boys © 2019 - 2021 Prime Video.. Todos os direitos reservados. _______________________________________________________ Sobre a autora: Luiza Ozaki Curiosa e fofoqueira que gosta de saber um pouco sobre tudo e falar (ou escrever) pelos cotovelos. Choro com série de comédia e amo um spoiler de novela.

  • Por que os cinéfilos passaram a odiar filmes de terror? | Análise

    Vira e mexe, vejo a comunidade cinéfila reclamar do quanto o cinema de terror* é subestimado nas grandes premiações. E, realmente: em 94 anos de Oscar, por exemplo, só 6 títulos do gênero foram indicados, contando com 1 vencedor. Mas, ao contrário do que bradam por aí, o terror parece não estar sendo subvalorizado apenas pela alta cúpula de Hollywood, mas também pelos próprios cinéfilos. A começar pela discussão, que só é suscitada quando algum filme de terror indie, arthouse (A24, cof, cof), espertinho, entra em evidência e toma uma esnobada. É como se o terror mainstream, de abordagem mais direta, nem fosse digno de debate. Essa é a herança do “pós-terror”. Segundo o jornalista Steve Rose, em um artigo polêmico do The Guardian, o “pós-terror” consiste em um subgênero que busca se distanciar das principais convenções do cinema de terror. Ou seja, nada de monstros, sustos, sangue, assombrações e fantasmas. Aqui, só defendemos a sugestão, os espaços vazios, a perturbação psicológica e a abordagem sóbria e realista. Seja conceitualmente ou etimologicamente, o termo é uma besteira, afinal, não é de hoje que o terror conta com essa abordagem mais sugestiva, implícita e psicológica, além do que, o prefixo “pós”, no termo, sugere a recusa e a inovação do terror, o que também não é verdade. Esse malabarismo argumentativo é esnobe. A ânsia em diferenciar tais produções “artísticas” dos títulos mais populares acaba esquecendo que o fascínio do gênero encontra-se justamente em sua capacidade de englobar tanto o entretenimento massivo quanto sua experimentação e transgressão da linguagem. Sim, o gênero conta com muitas convenções que, reproduzidas à exaustão, acabaram criando um padrão, um lugar comum que resultou em uma enxurrada de porcarias lançadas nas salas de cinema. Mas isso, aparentemente, acabou criando uma aversão do cinéfilo aos códigos básicos do gênero, resultando na tentativa de constantemente distanciar um filme da alcunha do terror. Por isso, é comum vermos os termos “horror como veículo” ou “horror elevado”, insinuando que o terror é um gênero simplório, incapaz de construir discussões relevantes ou subtextos mais “profundos”. Também parece que nós, como audiência, perdemos a habilidade de nos deslumbrarmos diante da farsa. Stephen King, em seu ensaio “Dança Macabra”, comenta que “só conseguimos nos sentir realmente confortáveis com o terror na medida em que podemos ver o zíper subindo às costas do monstro”. Mas, agora, o medo só é válido quando envelopado pela verossimilhança: visual sóbrio, atuações realistas e trama pretensamente densa com um enxurrada de simbolismos e metáforas - mesmo que óbvias. A violência escatológica, os personagens histriônicos ou a abordagem frontal perderam força, não são críveis e, portanto, invalidados dentro do gênero. Longe de mim querer eximir a culpa dos grandes estúdios: tem muito filme ruim saindo por aí mesmo. O que estou propondo é a não generalização das convenções do horror, gerando um pré-conceito do filme por sua (não) utilização, ou julgando-o pela sua frontalidade. Um filme de terror não é ruim por recorrer a jumpscares ou possuir personagens estúpidos. Um filme de terror é ruim quando não possui nenhuma relação específica com a linguagem cinematográfica. Nem toda ameaça precisa ser uma grande metáfora para a depressão. Às vezes o demônio com patas de bode pode ser só um demônio com patas de bode mesmo. Não podemos, em hipótese alguma, ignorar que os maiores mestres do terror nunca tiveram medo de mostrar seus monstros. Não me entendam mal, eu adoro os filmes da A24. Mas a verdade é que Ari Aster e Robert Eggers não inventaram a roda. *Acho importante salientar que este texto se refere ao cinema de terror estadunidense, visto que os filmes de outras nacionalidades - europeus e asiáticos, por exemplo - que se sobressaem e chegam na bolha cinéfila a qual me refiro, geralmente já possuem essa veia artística forte. _______________________________________________________ Sobre o autor: Matheus Balbino Entre a faculdade de publicidade, o estudo do cinema e a produção audiovisual, exorciza histórias e cria inquietações.

  • O tempo, a arte e a banalidade um retrato do Mundo Flutuante | Kazuo Ishiguro | Resenhas

    Recentemente cheguei à conclusão de que estou lendo muitos livros semelhantes. Quase todas as minhas últimas leituras são sobre o tempo, a memória e o que a desencadeia. O mais interessante é que isso foi feito de maneira totalmente inconsciente, não planejei escolher livros sobre o tempo, dois deles foram escolhidos meramente pelo autor e ainda assim por algum acaso divino falavam sobre o tempo. Percepção do tempo Não existe um conceito de diferenciação temporal pra gente como existia para os gregos. Os helênicos entendiam o tempo em duas formas. Chronos, o tempo corrente, o tempo que pode ser quantificado, e Kairós que é o tempo oportuno e que não pode ser medido. Nos debatemos entre esses dois conceitos, tentamos capturar kairós enquanto fugimos da maldade de cronos e no fim da vida compreendemos que deixamos de ver o belo pra abraçar o mundo, só entendemos as oportunidades quando cronos já tirou demasiado de nós para que possamos aproveitá-las. “Um Artista do Mundo Flutuante” é talvez o mais primoroso dos livros que eu li sobre o tempo e certamente pende mais para aquilo que poderia ser entendido como obra com valor literário, embora eu não goste muito desse termo, ele às vezes se faz necessário; o que eu quero dizer é que essa é uma obra que claramente não é comercial, o que no geral me agrada bastante. De maneira consciente ou não, o autor nos leva a contemplar o conceito de tempo oportuno versus tempo corrente ao relembrar a história de vida de Masuji Ono. Masuji Ono, além de protagonista, é também o narrador da história, que nos é contada numa mistura de relato direto ao leitor com fluxo de consciência. Ono é um homem japonês que fez parte da máquina governamental durante o período da Segunda Guerra Mundial, fazendo pinturas de guerra para eles. Infelizmente, para ele, o eixo perdeu a guerra, o que quer dizer que os seus atos que antes eram louváveis se tornaram no mínimo questionáveis, se não criminosos na visão de muitos. Contudo a história não acontece nesse momento de sua vida: encontramos o Senhor Masuji anos depois de findada a guerra, quando ele já está aposentado e refletindo sobre a vida. Começamos o livro de uma maneira elegante, quando o nosso narrador abre o livro falando de sua casa. É uma maneira no mínimo inusitada de se abrir um livro, livros tendem a ser abertos de maneira que te impulsione a desejar ler o resto da história. Esse não faz isso, na verdade ele começa contando a história de outro homem, Akira Sugimura, o homem que construiu sua casa. Ele continua falando sobre a sua casa, o estranho processo de compra ao qual ele foi submetido, um leilão de prestígio, os danos que a casa sofreu durante os bombardeios da guerra e as reformas que ele empreendeu durante os anos que antecederam o começo da história, qualquer um teria dificuldade em crer que dali virá uma grande virada que revolucionará as nossas vidas, não há um plot claro logo de início. O livro brinca com o conceito imediatista de esperar que as coisas aconteçam nos nossos termos, ao começar o livro com uma descrição é no mínimo ousado, vai contra os conselhos de escrita best-sellee, não costuma prender o leitor, mas de alguma maneira ele consegue fazer o que muitos diriam como impossível. Ele fala da visita da filha mais velha e das negociações de casamento da filha mais nova, brinca com o neto, viaja, caminha, cuida do jardim e se lembra. O livro não tem capítulos, o máximo que se tem é um parágrafo duplo no meio do texto e a mudança de assunto; ainda assim temos quatro partes, os meses em que ele se lembra. Outubro de 1948, Abril e Novembro de 1949 e Junho de 1950. É um livro de memórias, basicamente, e ainda assim ele termina de uma maneira radicalmente diferente da que começa. Era esperado que ele terminasse o livro como ele o começou, lembrando de algo que aconteceu, mas ele termina da forma mais oposta possível a memória: esperança de um futuro. “Nossa nação, ao que parece, quaisquer que tenham sido os erros do passado, tem agora outra chance de aproveitar mais as coisas. Só se pode desejar o bem para esses jovens.” Ao terminar de ler o livro meu único sentimento era o de graça, de conhecer o que Ono não sabia, que o Japão conseguiu dar a volta por cima, se tornar a terceira maior economia do mundo, um país a ser usado como referência de superação e modernidade. Ainda que dependente em algumas maneiras dos EUA, mas ainda assim me pergunto se não foi melhor assim pra eles. Em nome da juventude esquecemos os erros do passado, em nome da esperança perdoamos aqueles que nos mataram. A fragilidade do mundo flutuante Durante o período Edo no japão houve um movimento artístico, um gênero de xilografia e pintura conhecido como Ukiyo-e desse movimento foram pintadas algumas das mais tradicionais pinturas e xilogravuras que nós, ocidentais, associamos ao Japão. Sendo talvez a mais importante delas “A Grande Onda de Kanagawa” ou simplesmente só A Onda. A Onda O nome Ukiyo-e pode ser traduzido como “retratos do mundo flutuante” e era uma espécie de arte de apreço popular, retratava a beleza feminina, o teatro, os lutadores de sumô, paisagens, lendas populares, viagens e a pornografia. Nada contra o mundo flutuante, mas ele é supérfluo. Um artista do mundo flutuante se distanciaria da realidade, se perderia dela e consequentemente teria uma visão no mínimo limitada do mundo ao seu redor, Matsuda um dos amigos do protagonista o critica por isso, por ele ser um dos artistas que não se preocupa com influência que a sua arte tem para o mundo, que se deixa levar pela beleza transitória do mundo flutuante. Essa conversa, entre outras coisas, o leva a ser acometido da terrível doença da juventude: a ideia de ser imortal, invencível, essencial e o sonho de mudar o mundo; coisas loucas essas que pretendemos nós jovens. Dessa maneira ele rompe com seu professor à época e vai atrás de seu sonho, de ser relevante para que o Japão do futuro fosse maior do que ele era no seu presente e por um momento ele consegue isso, mas aí vieram as bombas e o Japão perdeu a guerra. É preciso que quebremos o mundo flutuante para que possamos aproveitar o mundo real, para que possamos mudá-lo devemos descender do delicado mundo flutuante. Devemos buscar as belezas do mundo flutuante, contudo é importante que tenhamos ciência de que elas são transitórias. Eu poderia tentar explicar o que é o mundo flutuante por muito tempo, mas creio que ainda seria incompleta a minha análise, sendo assim deixarei Kazuo Ishiguro, o autor, fazer isso: “As melhores coisas (...) se juntam durante a noite e desaparecem pela manhã. O que as pessoas chamam de mundo flutuante (...). A melhor beleza, a mais frágil, que um artista pode ter a esperança de captar flutua dentro daquelas casas de prazer depois que escurece. E em noites como estas, Ono, alguma beleza dessas flutua aqui pelas nossas salas. Desconfio que eu não conseguia celebrar o mundo flutuante porque não conseguia celebrar o mundo flutuante porque não conseguia acreditar em seu valor. Jovens muitas vezes se sentem culpados por causa do prazer e creio que eu não era diferente. (...) É difícil apreciar a beleza de um mundo quando se duvida de sua própria validade.” Trecho do livro página 164 Os amantes dos prazeres se deleitam em seus momentos e aqueles que não conseguem descansar a mente se mantêm firmes na crença de que mesmo os mais flutuantes dos mundos eventualmente voltam ao chão. Não sei quais deles são mais loucos. A memória também é flutuante O fluxo de consciência dá um toque de beleza ao unir os dois temas tão importantes para a obra. O tempo, ou no caso a memória, funciona de maneira não linear e mescla as histórias, acrescentando detalhes a coisas ditas antes, a maneira como tudo ocorre, os mais simples acontecimentos desencadeiam memórias inteiras, como na grande obra de Proust, só que de maneira mais concisa. O tempo não volta ou para pôr ninguém. Cronos é cruel e tem profundo desprezo pela humanidade, acelera o tempo nos momentos de prazer e o arrasta nos períodos de tédio e de dor, para que nossas dores durem uma eternidade e os prazeres sejam breves. Por isso devemos aproveitar os prazeres. Contudo, pelo tempo não ser infinito devemos ter cuidado para não nos perdemos neles. E pode parecer contraditório, mas é verdade. De qualquer maneira o tempo é contraditório, então me seria impossível falar dele sem sê-lo. Nos perdemos nos reinos da memória, o reino de Mnemosine sempre há de ser misterioso para nós, e para mim sempre terá ao menos um toque de beleza e de misticismo. É extremamente difícil falar qualquer coisa sobre esse livro sem dar spoiler, ele não tem exatamente uma história linear a ser contada e ele simplesmente não é sobre o final. O plot é a menor das preocupações do nosso narrador, afinal ele é apenas um velho vivendo seus últimos dias e lembrando de tempos melhores. Masuji Ono é outro do que eu reuniria para falar sobre o tempo. A mesma coleção de personagens que eu mencionei na resenha de “Primavera de Cão” junto a Marcel e ao Narrador eu me sentaria com ele e só os ouviria falar. Enquanto ocidentais não damos o devido valor à fala dos mais velhos, aqueles que já viveram mais do que nós tem muito a nos ensinar sobre a vida e as oportunidade que Kairós nos dá. * Me é impossível falar com Masuji, Marcel ou com o Narrador, mas se você me permitir gostaria de falar sobre o tempo com você, deixe nos comentários um pensamento seu sobre o tempo. _______________________________________________________ Sobre o autor: Pedro Vieira Escrevo pois sou poeta, minhas ideias imaginárias no papel tomam forma e minha dor arte se torna.

  • Guerra de Streamings: como lidar com as opções do mercado? | Internet

    Quem nunca se perguntou qual é a melhor opção quando se trata de streamings disponíveis no Brasil? Todos queremos assistir aquela série bombada ou filme premiado, mas como conciliar as assinaturas e ainda assim não estourar o orçamento? Com a pandemia, o mercado de streamings viu uma oportunidade única de suprir a carência que os cinemas, até então fechados, deixaram no coração dos apaixonados pela sétima arte. Entretanto, com tantas opções e com aumento da taxa de assinatura de alguns ficou difícil decidir o que assistir. Para ajudar os indecisos, confira a review, os preços e atrações dos streamings mais populares do momento! 1. Netflix Conhecida por muitos pelo seu catálogo cheio de produções originais, a Netflix é um dos streamings mais consolidados do mercado. Dona de sucessos como Stranger Things, La Casa de Papel e The Witcher, a plataforma dispõe dos mais variados gêneros, com a assinatura mensal e anual. Entretanto, após o anúncio do reajuste previsto para Setembro, um grande número de assinantes resolveu deixar a plataforma. O plano básico (1 tela) passou a custar R$ 25,90; o padrão com duas telas ficará em R$ 39,90 e o premium pela bagatela de R$ 55,90. 2. Amazon Prime Video Acessível para todos os bolsos, a Amazon fornece séries e filmes através da assinatura mensal do Prime de R$9,90, que além dos benefícios citados, ainda possui frete grátis, descontos em produtos selecionados, música, games, entre outros. É possível conferir na plataforma sucessos com as séries Deuses Americanos, Maravilhosa Sra. Maisel e Hunters, estrelada por Logan Lerman e Al Pacino. Entretanto, apesar de todas as vantagens anunciadas, o Prime Vídeo ainda não possui a mesma variedade de originais, como a rival Netflix, e sua interface é bem confusa. Uma tentativa de aumentar a variedade de atrações foi investir na assinatura adicional de canais como: Paramount+, Starzplay, MGM, Looke, Noggin (voltado para o público infantil), Love Nature e a novidade Premiere (com jogos de futebol ao vivo). Levando todos esses fatos em consideração fica difícil resistir aos encantos dessa plataforma. 3. Globoplay Para não dizer que não valorizamos a indústria cultural brasileira, o Globoplay é um ótimo exemplo de streaming tupiniquim. Parte integrante da Rede Globo, a plataforma tem como foco entreter com séries, novelas e filmes originais e brasileiros. Por exemplo, a série Desalma, lançada em 2020, relata os misteriosos acontecimentos em Brígida, cidade fictícia no sul do Brasil, durante a festa tradicional Ivana Kupala e suas desastrosas consequências. Não se engane achando que não existem grandes títulos internacionais, pois o Globoplay possui os direitos da aclamada The Handmaid 's Tale, Killing Eve, The Good Doctor entre outros sucessos. A assinatura mensal tem o custo de R$ 22,90 ao mês e R$ 19,90 no plano mensal. 4. Disney+ e Star+ Quem consegue resistir aos encantos do camundongo mais famoso do mundo? O Disney+ estreou no Brasil em julho de 2020 trazendo clássicos em alta resolução. Para aqueles que tiveram a infância embalada pelas séries e animações, o streaming é uma ótima aposta. Voltado para todas as idades, também é possível conferir por lá filmes do estúdio Marvel, e as séries WandaVison, Falcão e o Soldado Invernal e a sensacional Loki. E, pensando no público adulto, a Disney lançou seu segundo streaming, Star+. Produções da Fox como Pose, The Walking Dead, Outlander, This is Us, e outras empresas da Disney Company podem ser vistas, no recém inaugurado em agosto deste ano. Agora vamos aos valores, a assinatura mensal da Disney+ sai pela bagatela de R$ 27,90 e a anual por R$ 279,90. Já o Star+ terá o valor mensal de 32,90 e 329,90 no anual. Uma boa solução para ter as duas opções e ganhar um desconto é o Combo+, o mensal por R$ 45,90 ( 25% a menos). Como decidir qual(is) streaming é digno de sua assinatura? Sinta-se livre para escolher de acordo com o seu gosto ou com o seu bolso. Uma boa dica é sempre transitar entre os streamings e catálogos como se não houvesse amanhã, afinal o entretenimento é livre. Fique atento aos lançamentos e nas promoções que sempre rolam por aí. Usufrua livremente da assinatura promocional e gratuita que os streamings oferecem para novos clientes. Enfim, seja feliz com sua escolha e nos conte nos comentários como tem sido sua experiência! _______________________________________________________ Sobre a autora: Ana Costa, 25 anos Redatora, aspirante a escritora, formada em Letras, apaixonada por literatura. Deslumbrada por todo o tipo de arte e não vive sem café. Mineira que adora cantar e tocar canções do Clube da Esquina.

  • Cinema: 4 Filmes Baseados em Fatos Reais | Listas

    O recente lançamento de dois filmes sobre o caso de Suzane von Richthofen e os irmãos Cravinhos, baseado nos autos dos processos do crime, é um bom exemplo de um filme baseado em fatos reais. Mas não são apenas as histórias criminais que ganham destaque nas telonas. Confira uma lista de produções do cinema que foram baseadas em fatos reais. A Teoria de Tudo A vida de Stephen Hawking é esmiuçada neste filme. Desde os 21 anos, o astrofísico soube que os seus movimentos iriam se degenerar ao longo do tempo . A obra é baseada no livro que a esposa de Hawking escreveu, chamado de Travelling to Infinity: My Life with Stephen. Jane Hawking inclusive se reuniu com o roteirista do filme até que o roteiro estivesse aprovado e finalizado. O ator Eddie Redmayne, que interpretou Stephen Hawking, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator. Direção: James Marsh Elenco: Eddie Redmayne, Felicity Jones, Tom Prior. Ano: 2015 Segredos Oficiais Este filme retrata a história de Katharine Gun, uma tradutora que consegue acesso a pastas confidenciais do governo britânico. Quando descobre o envolvimento do governo para que seis países aprovassem a invasão do Iraque, Katharine, expõem os documentos a um jornal. A notícia vem a público e Katharine vai a julgamento pois assinou um documento de confidencialidade com a Agência de Segurança Nacional e compartilhou informações secretas. A tradutora descobriu que não somente os países foram coagidos a assinarem, mas sim que eles estavam espionando pela Agência de Segurança Nacional a pedido dos Estados Unidos. O caso se tornou mundialmente conhecido na época, mas a adaptação cinematográfica só foi lançada em 2019. Direção: Gavin Hood Elenco: Keira Knightley, Matt Smith, Matthew Goode. Ano: 2019 O Exorcismo de Emily Rose (2005) No filme, Emily Rose estava estudando na faculdade quando os surtos psicóticos começaram. Como é católica, ela aceita participar de um ritual de exorcismo e acaba falecendo. O filme gira em torno do julgamento do padre que realizou o exorcismo. Mas a história real é diferente. Anneliese Michel morre após os pais, católicos extremistas submeterem a menina a várias sessões de exorcismo. A jovem de 16 tinha convulsões e foi diagnosticada (posteriormente) com depressão. Em última visita ao médico, Anneliese foi diagnosticada com esquizofrenia. Os pais suspenderam o uso de medicamentos e estavam convencidos de que os problemas da filha eram causados por demônios. Direção: Scott Derrickson Elenco: Laura Linney, Tom Wilkinson, Campbell Scott. Ano: 2005 O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford O filme de faroeste foi baseado no livro de Ron Hansen que retrata a vida de Jesse James, um famoso criminoso dos Estados Unidos. A história se inicia quando Robert Ford, um garoto de 19 anos ficcionado pelo bando, decide auxiliá-los nos crimes. A trama dramática rendeu um prêmio de melhor ator a Brad Pitt pela interpretação de Jesse James no Festival de Veneza. Direção: Andrew Dominik Elenco: Brad Pitt, Casey Affleck, Mary-Louise. Ano: 2007 * E aí, Já assistiu algum dos filmes listados? Deixa aí nos comentários sua opinião, caso tenha visto! _______________________________________________________ Sobre a autora: Jéssica Grossi A autora é escritora, leitora desde sua infância, lê desde infanto juvenil até literatura experimental. É fiscal de gênero de musica, amante de artes obscuras e gosta de assistir filmes (péssimos) de terror.

  • Vai todo mundo morrer, então Carpe Diem | Os Dois Morrem No Final | Resenhas

    Num mundo em que a data da sua morte pode ser prevista e anunciada, uma última chance de viver lhe é apresentada. O que você faria se soubesse que apenas lhe restam vinte e quatro horas nesse mundo? Não creio que seja spoiler dizer que Mateo Torrez e Rufus Emeterio morrem no final do livro, quer dizer, tá literalmente no título e a primeira interação que temos com cada um deles é eles recebendo uma chamada de uma empresa chamada “Death-Cast” avisando que dentro das próximas vinte e quatro horas eles estarão mortos. Porque a história não é sobre o Plot O autor fala que recebeu diversas críticas sobre o motivo dele dar spoiler do próprio livro de maneira tão óbvia. O motivo é simples, a história não é sobre o final. Nem tudo é sobre o plot, é na verdade sobre como se chega ao final. Nem todos os livros tem twists e tá tudo bem, nem todo livro precisa ter um final mirabolante e marcante que ninguém viu chegando, porque não é necessário que toda obra termine assim, nem toda história é sobre isso. Adam Silveira nos trás um mundo futurista, mas não tão distante do nosso com um leve toque terrível e medonho. Ao meu ver os protagonistas seriam os filhos de nossa geração, e tem coisas comuns a nós e outras que num futuro próximo hão de ser comuns. Telefones e realidades virtuais são bastante presentes e de fácil acesso. A história se faz possível pelo mesmo dispositivo que a faz medonha "Death-Cast", esse programa que consegue prever a data da sua morte, não o momento ou a maneira somente o dia. Isso cria diversos sentimentos no mínimo aterradores. Quando é feita a ligação com a anunciação da morte, é aconselhado a viver o dia da maneira mais completa possível. Tomar tempo para resolver as últimas coisas, realizar sonhos e de muitas maneiras causar a própria morte. Não só no caso dos que decidem tirar a própria vida como nos casos daqueles que por tentarem viver em vinte e quatro horas o que não viveram em muito tempo acabam causando suas próprias mortes. É aterradora a ideia de viver em um mundo assim — em que toda ação pode ser a última. Mesmo assim sabendo que esse dia que vivemos será o último, o que faríamos? Se fossemos anunciados que estas seriam as últimas horas que teremos na Terra, choraríamos, faríamos reparações ou por uma última vez celebrariamos a vida? É por isso que os dois decidem, por uma última vez, descobrir os mistérios da vida. Ao entrar num APP chamado “Last Friend — Último Amigo", os dois se encontram. O aplicativo dá a chance de conhecer alguém que como você também vive o último dia, ou somente alguém que deseja trazer conforto à alguém que está prestes a partir. Com o encontro dos dois temos a história. Sem um a história do outro seria drasticamente diferente, a sua maneira incompleta, o que me leva a pensar em que tipo de pessoas estamos colocando em nossas vidas, já que cada pessoa com quem encontramos causa tamanha mudança, cada um que passa por nossas vidas nus muda, nos molda e faz com que Sobre o final, mas sem dar Spoiler A história é incrível, como eu já disse simples, sem nenhuma grande surpresa ou mesmo um final poético, mas é uma história de personagens, como eles se comportam e se desenvolvem, é bonito sem ter um final que vai te manter acordado ou lutando pra entender. E às vezes é bom ler um livro assim. Mesmo que ele tenha um final decepcionante, afinal nossos protagonistas morrem no fim. Ao se encontrarem, é bom que eles se dêem mais uma chance de viver, ou no caso de um deles a primeira chance de viver. Em um mundo em que sua morte há de ser anunciada é fácil se transformar em alguém paranóico e com medo de tudo, que viveu a vida inteira sem nunca viver de verdade, até que uma ligação lhe diz que toda a sua preocupação não valeu de nada e que mesmo tendo se privado de tudo você ainda vai morrer. É meio trágico, muito trágico na verdade, imaginar que mesmo se privando de tudo o seu último dia ainda chegou quando você é novo e esqueceu de fazer coisas básicas da juventude como ir a festas, cantar e dançar com seus amigos e se apaixonar. É preciso que antes de partir a gente tenha a chance de ser beijado, abraçado e amado, e de beijar, abraçar e amar. Não é uma lista, mas uma experiência válida. Mortes são mais tristes quando os jovens morrem. É como disse Clarice Lispector: a gente esquece que a gente morre e esquece de apreciar os morangos, as amoras e uma outra infinidade de coisas belas que a vida nos proporciona porque achamos que vamos ter tempo. “Meu Deus, só agora me lembrei que a gente morre, mas — mas eu também?! Não esquecer que por enquanto é tempo de morangos.” Postergamos coisas importantes porque acreditamos que ainda teremos a eternidade para vivermos, mas a verdade é que somente os deuses são imortais. O confronto com a nossa própria mortalidade Mas, sabe, não é nem sobre isso. Eu já sabia desde o início que eles morreriam, mas a forma que eles morrem é… decepcionante; eu já sabia que eles morreriam, desde o início, desde antes de comprar o livro e ainda assim quando eles morrem não trouxe finalização. Gosto de finais tristes e em aberto, mas ver alguém que eu segui por tanto tempo morrer ainda é triste. Como eu já disse em um outro texto, não conseguimos diferenciar personagens de pessoas reais, então me despedir do Mateo e do Rufus, não porque eu acabei o livro, mas porque eles morreram, ainda foi difícil. Imagine como seria viver em um mundo em que as pessoas que amamos tem suas mortes anunciadas. 2020 foi o ápice da desconstrução da ideia de que somos imortais. Todas as nossas vidas foram ameaçadas, milhares de vidas foram perdidas e fomos abalados de diversas maneiras. Nós vimos os que amamos morrer e pouquíssimos de nós não perderam alguém da família, então eu creio que é possível se relacionar com essa ideia. Apesar de ser um livro incrível que deve ser lido, eu nunca releria... Quanto ao livro, eu não pude deixar de achar o final um tanto quanto decepcionante, é muito difícil falar disso sem dar spoilers, mas Adam Silveira constrói uma expectativa que simplesmente não é cumprida, além de subitamente acrescentar coisas que apesar de fazerem algum sentido, não são suficientemente fundamentadas e, embora não te peguem de surpresa, parecem um pouco forçadas — leia-se o romance. Eu não sei se esse era um livro que precisava de um romance, não mudaria tanto a história se ele não acontecesse, pra mim ele podia ter acabado umas cinquenta páginas antes sem perdas, eu realmente sofri ao ler cada uma das partes românticas. Muita gente na gringa falou que chorou horrores com esse livro, não vi o apelo. É um livro triste? Sim, mas não é nada que te deixe destroçado, na verdade pelo contrário as mortes vieram sem tanto impacto e uma delas eu tive que ler duas vezes pra entender que o cara morreu, isso talvez se dê pelo fato de eu tá lendo em inglês as uma e pouca da manhã. De qualquer maneira é acima de tudo um livro Young Adult. Então não vá esperando nada muito complexo, nada contra esse tipo de literatura, mas por ter passado tanto tempo lendo os clássicos e outros tipos de literatura consideradas mais complexas quando eu volto a ler YA’s eu sinto às vezes como se o autor estivesse achando que eu sou burro ou que eu não me importo com detalhes. Algo que me irritou muito no livro é não ter a explicação de como caralhos o “Death-Cast” funciona, okay, eu sei que não é informação pública, mas a gente acompanha os pensamentos de algumas pessoas que trabalham para empresa e ele também não sabem como funciona, custava dedicar não sei, dois parágrafos só pra ter uma ideia de como funciona? Por outras vezes parece que o autor não ousou seguir por linhas mais complexas e arriscadas, especialmente no final do livro que ele poderia ter aprofundado o romance e aberto a conversa para temas mais polêmicos, e assim fazer o romance de alguma forma relevante pra história, desculpa se você gosta de romance em todos os livros, mas alguns não me dessem. Mas quem sabe talvez o problema seja eu. Se eu tivesse lido o livro quando ele foi lançado, final de 2018, eu teria apreciado mais, era mais o meu tipo de livro a época embora eu estivesse marchando para um momento que foi mais leitura de clássicos da minha vida. De qualquer maneira eu descobri esse livro, não sei nem como, em 2018 e esperei mais de dois anos pra finalmente dizer: eu não sou obrigado, vou comprar em inglês mesmo, pra uns poucos meses depois a bonita da editora finalmente decidir publicar o livro no Brasil. E assim eu sei que parece existir um distanciamento do meu posicionamento anterior pro que eu acabei de dizer, mas é porque existem coisas que me irritaram profundamente. Ainda assim eu gostei do livro, eu recomendaria, mas não leria de novo. De qualquer maneira, não vou falar que é o melhor livro que eu li na vida, mas também não é o pior. É um livro bom, mas que eu dificilmente estarei lendo de novo. De qualquer maneira, você pode ter lido ou estar super ansioso para ler e vai funcionar pra você, não julgue o livro pela capa ou mesmo por mim, ame-o, odei-o ou sinta por ele algo no meio, mas leia-o, é um bom livro, só não funcionou pra mim. * Me diz o que você achou, se você tá ansioso pela leitura ou só me xinga e fala que esse é o livro da sua vida, eu sou grandinho eu aguento! _______________________________________________________ Sobre o autor: Pedro Vieira Escrevo pois sou poeta, minhas ideias imaginárias no papel tomam forma e minha dor arte se torna.

  • O Esquadrão Suicida: Tudo Sobre o Filme | Análise

    ALERTA: Esse texto contém spoilers do filme "O Esquadrão Suicida" O mais novo filme de James Gunn, chegou aos cinemas, prometendo bem mais que seu antecessor de 2016. Será que dessa vez o filme conseguiu realmente agradar aos fãs? Acompanhe a nossa análise, lotada de spoilers e curiosidades. O filme começa prometendo muita coisa. Assim como no anterior Amanda Waller (Viola Davis) convoca mais um grupo de criminosos, direto da cadeia, com todas aquelas condições que já conhecemos, sendo a principal: “se não fizer o que eu mando, você morre”. No início somos apresentados ao novo grupo do esquadrão suicida que conta com: Sábio (Michael Rooker), Dardo (Flula Borg), OCD (Nathan Filion), Doninha (Sean Gunn) e também com alguns rostos já conhecidos como Capitão bumerangue (Jai Courtnay) e Arlequina (Margot Robbie). Esse grupo, liderado pelo braço direito de Amanda Rick Flag (Joel Kinnaman) são designados com a missão de invadir uma base inimiga pela praia de um pequeno país chamado de Corto Maltese. É nesse momento que acontece a primeira grande surpresa do filme todo mundo morre! Com exceção de Arlequina e Rick Flag. Exatamente isso! Morre todo mundo em uma cena memorável (falo disso um pouco mais a frente). Mas aí você pensa grandes nomes como Michael Rooker que interpretou Yondu em Guardiões da Galáxia, também dirigido por James Gunn, um ator de peso como esse desperdiçado, que morre antes do primeiro ato? Sim é isso que acontece, o mesmo vale para Jai Courtnay que brilhou no primeiro filme. Todos jogados fora nos primeiros minutos de filme. Por esse simples fato, podemos medir o nível de audácia presente nesse filme. Quando o filme “realmente começa”, vemos que o “primeiro grupo” que foi dizimado no início, era apenas uma distração para que o grupo principal (o que aparece no pôster do filme) possa cumprir a missão real. Composto por Sanguinário (Idris Elba), Pacificador (John Cena), Bolinhas (David Dastmalchian), Nanaue (Sylvester Stalone) e Caça-ratos 2 (Daniela Melchior). Mais à frente Rick e Arlequina se juntam ao grupo. SOBRE O FILME EM SI Esquadrão suicida 2021 é por essência uma comédia de ação, se é que esse gênero existe. Essa mistura se bem explorada pode dar muito certo, mas se a dosagem não for equilibrada pode ser um fiasco imenso. Esse filme andou na linha entre ser desastroso é uma obra prima do cinema. Um ponto que gostaria de elogiar são os diálogos. A interação entre os personagens se demonstra incrível e em muitos casos destoando completamente da cena em questão. Por exemplo: quando Arlequina é capturada pelo general inimigo, o restante do grupo se organiza em um plano preciso para libertá-la. Quando colocam o plano em ação e estão prestes a invadir o cativeiro, ela sai lá de dentro depois de ter matado todos os inimigos. E ao perceber que seu amigo estava num tremendo esforço para salvá-la diz a frase “Quer que eu volte lá pra dentro?”. Essa é uma das falas marcantes do filme, coisas simples, mas que carregam consigo uma genialidade digna de elogios. CENAS DE AÇÃO E ROTEIRO O roteiro é bem básico e bastante parecido com o primeiro filme: Criminosos que são coagidos a trabalhar juntos para impedir uma ameaça maior e mais poderosa que eles, onde só serão capazes de derrotá-la se trabalharem juntos. No fim é isso que acontece e todo mundo sai feliz! Agora, o que nos faria perder tempo assistindo algo com o roteiro tão previsível? Essa é bem fácil de responder. CENAS DE AÇÃO MARAVILHOSAS! Retomando a cena da praia que citei anteriormente, um helicóptero é derrubado e as pás da aeronave caem fatiando todos os que estão na praia, sem contar o tiroteio frenético que não para um segundo até que todos estejam completamente mortos. IDRIS ELBA. Neste filme, e na maioria dos outros, Idris Elba está incrível! Ele é realmente uma presença na tela. Seu personagem convence de tal forma que imediatamente começamos a torcer por ele no momento em que aparece, apesar de ser um vilão. O Sanguinário foi preso por atirar no Superman com uma bala de kryptonita o que levou o homem de aço para UTI, só o fato de ter conseguido esse feito já merecia um filme solo sem a menor dúvida. E como o roteiro nos faz torcer por um vilão? Aqui devemos destacar um grande acerto. Para que amemos o vilão nos mostre os problemas que ele tem. No caso do Sanguinário conhecemos sua filha Tyla (Storm Reid), que está entrando no mundo do crime por conta da ausência do pai. Ela obviamente tem sua vida colocada em risco, por Amanda Waller o que força o Sanguinário a cooperar. Com suas armas e armadura tecnológicas, o Sanguinário tem uma mira impecável, e um pavor terrível de ratos. Com exceção deste último, seu personagem se parece bastante com o pistoleiro do primeiro filme interpretado por Will Smith. AMANDA WALLER No segundo filme da franquia, Amanda Waller não está nem perto da maldade que ela realmente possui. Comparada com o outro, ela está muito mais branda e paciente neste segundo filme. Enquanto que em 2016 ela esfaqueava o coração da bruxa em caso de insubordinação ou mesmo atirava na cabeça de sua equipe para que não houvesse testemunhas, nesse ela apenas insiste bastante com os “heróis” pelo intercomunicador. Talvez James Gunn tenha medo, ou não quis explorar a maldade que essa personagem pode proporcionar, pois comparada aos quadrinhos ela foi atenuada já no primeiro filme. VILÕES COMO HERÓIS. Ultimamente os filmes de Hollywood estão com essa nova tendência de protagonizar os vilões. A Marvel fez o mesmo quando resolveu lançar um filme solo do Venom é uma continuação já está prevista e em produção. A DC faz o mesmo com o esquadrão suicida, mas na minha opinião de uma forma mais inteligente! Lançando na tela diversos vilões ao mesmo tempo, para ver qual cola mais! PREVISÃO DO FUTURO: Filme solo da Arlequina! NANAUE Se você terminar de ver esse filme e não amar esse personagem você está morto por dentro. A ideia inicial era colocar um predador num corpo humanoide, que nos fizesse pensar: “Ora se um tubarão já é assustador nadando, imagine se ele andasse tão bem quanto nada?”. O problema é que essa mistura acabou criando uma impressão totalmente diferente do objetivo. Acabou se transformando num daqueles personagens que dá vontade de ter uma pelúcia sobre a cama. Talvez as proporções entre corpo e cabeça, tenha nos dado essa impressão de fofura, ou talvez a personalidade um pouco inocente ou infantil, é difícil saber ao certo, mas o fato é que Nanaue rouba a cena de qualquer forma. Quando estão procurando uma forma de destruir o covil de Starro, Nanaue faz bonequinhos com a massa de C4, se isso não é um motivo para quase chorar de rir eu não sei o que é. Contudo esse personagem não se resume somente ao humor ou fofura, quando se trata de violência Nanaue saber como dilacerar corpos e espalhar sangue com os dentes, é o que acaba fazendo com alguns soldados de Corto Maltese. E por fim a cena do aquário, impossível não se maravilhar com essa parte. No decorrer do desenvolvimento de Nanaue, percebemos que ele tem uma imensa dificuldade de fazer amigos e entender as pessoas. Quando ele se depara com um imenso aquário repleto de pequenas “águas-vivas” coloridas. Nanaue se identifica com elas e todos dançam juntos até que as “águas-vivas” fogem e tentam devorar Nanaue. Bem o tipo de quebra de expectativa que só o esquadrão suicida poderia nos trazer. * E você, o que achou do filme? Diga para nós nos comentários. _______________________________________________________ Sobre o autor: Vinicius Ramos Jornalista, apaixonado por cultura pop, quadrinhos, cinema e literatura fantástica. Tem o hábito de escrever diariamente, dormir pouco e cuidar de árvores pequenas. Goiano e goianiense, gosta de discussões longas, e animes complexos."

  • Maria Firmina Dos Reis: Conheça a primeira autora da literatura brasileira | Resenhas

    Imagem de Nina Millen Como o título do post já indica, Maria Firmina dos Reis foi a primeira autora brasileira a ser publicada. Mas uma coisa que já quero deixar bem claro sobre ela é que por trás sempre haverá mais história. Então vamos detalhar para que vocês conheçam certinho sobre a autora; porque eu sei que um dos maiores orgulhos de nós leitores é simplesmente falar sobre literatura, e não importa se acabar assunto, a gente fala até de marca página. SUA HISTÓRIA Nascida em 11 de março de 1822, na região do Maranhão, filha de mãe branca e registrada sob o nome de um pai ilegítimo, Maria Firmina Dos Reis viera de família muito humilde. Começou sua carreira como educadora, e desde o início ela já mostrou que veio para quebrar barreiras, pois foi a primeira mulher a ser aprovada em concurso público no Maranhão para o cargo de professora. Por muitos anos ela exerceu a profissão, chegando até a vencer um concurso público para a cadeira de instrução primária na cidade de Guimarães-MA. Indo direto ao motivo de vocês terem aberto esse artigo, vamos falar da trajetória de Maria dos Reis até se tornar a pioneira das escritoras femininas no Brasil. Com o pseudônimo de “Uma Maranhense”, as coisas começaram a mudar para ela em 11 de agosto de 1859, quando sua obra “Úrsula” foi publicada. Após essa conquista ela começou a escrever para vários jornais, e neles publicou alguns de seus poemas. Além de seu romance Úrsula, escreveu também uma novela, um conto, um livro de poesias e composições musicais. “ÚRSULA” Mas,voltando um pouquinho, bora destrinchar sobre “Úrsula” afinal foi o trabalho que a deu o título de primeira autora feminina brasileira a ser publicada. “E desde depois o crepúsculo, e logo após a noite bela, e voluptuosa recamada de estrelas; ou prateada pela lua vagarosa e plácida, que lhe branqueia o tapete de relva, derramando suave claridade pelos leques recurvados dos palmares. Então um vago sentimento de amor, e de uma ventura, que muito longe lobrigamos, arrouba-nos a alma de celestes eflúvios, e doce esperança enche-nos o coração, outrora mirrado e frio pela descrença, ou pelo ceticismo.” Trecho retirado do livro, a narrativa conta sobre um triangulo amoroso, uma trágica história de amor entre dois jovens: a pura e simples Úrsula e o nobre bacharel Tancredo. Recordam que acima eu havia dito que com Maria dos Reis nada é como parece? Pois bem, por trás desse romance temos a denúncia da sociedade da época, cheia de injustiças, autoritária e patriarcal, sendo o ponto forte do livro à questão do escravo, dando papéis importantes para personagens negros numa época de Brasil escravocrata; fazendo com que a obra tivesse um destaque dentre os outros livros da época. Maria Firmina dos Reis foi uma mulher à frente do seu tempo; estamos falando de 1860 época em que era impossível uma mulher expor sua opinião. Mas isso não a parou, uma das principais características de seu trabalho era o foco na crítica antiescravista na literatura brasileira. Muitos desafios a cercaram, mas conforme foi construindo sua carreira no magistério, estabeleceu respeito abrindo assim a oportunidade para escrever o livro, tanto que o anúncio do lançamento entrou nas primeiras páginas do jornal “A MODERAÇÃO”. Não parando por aí, em 1879 na Vila de Guimarães-MA, ela fundou a primeira escola gratuita para o ensino fundamental de meninos e meninas, que infelizmente durou apenas 3 anos devido a fúria preconceituosa. Ainda assim, isso não tira o título de ter criado a primeira escola mista do Brasil. Um detalhe importante é que a escritora ficou esquecida até os anos de 1960, quando um historiador encontrou um de seus livros em um sebo e resolveu trazer à tona a história e autora, porém a fisionomia da “Uma Maranhense” ainda é um mistério. Referências: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/11/politica/1570793304_499201.html https://negre.com.br/tag/maria-firmina-dos-reis/ https://plenarinho.leg.br/index.php/2019/11/maria-firmina-dos-reis/ https://oimparcial.com.br/noticias/2020/03/conheca-a-historia-de-maria-firmina-dos-reis/ _______________________________________________________ Sobre a autora: Sarah Oi, sou Sarah, tenho 18 anos, sou estudante de letras e amo qualquer coisa relacionada ao universo literário e ficcional. Se não estou no caos de estudar pode ter certeza que estarei lendo ou assistindo friends.

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