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O Esquadrão Suicida: Tudo Sobre o Filme | Análise

ALERTA: Esse texto contém spoilers do filme "O Esquadrão Suicida"


O mais novo filme de James Gunn, chegou aos cinemas, prometendo bem mais que seu antecessor de 2016. Será que dessa vez o filme conseguiu realmente agradar aos fãs? Acompanhe a nossa análise, lotada de spoilers e curiosidades.



O filme começa prometendo muita coisa. Assim como no anterior Amanda Waller (Viola Davis) convoca mais um grupo de criminosos, direto da cadeia, com todas aquelas condições que já conhecemos, sendo a principal: “se não fizer o que eu mando, você morre”.


No início somos apresentados ao novo grupo do esquadrão suicida que conta com: Sábio (Michael Rooker), Dardo (Flula Borg), OCD (Nathan Filion), Doninha (Sean Gunn) e também com alguns rostos já conhecidos como Capitão bumerangue (Jai Courtnay) e Arlequina (Margot Robbie). Esse grupo, liderado pelo braço direito de Amanda Rick Flag (Joel Kinnaman) são designados com a missão de invadir uma base inimiga pela praia de um pequeno país chamado de Corto Maltese.


É nesse momento que acontece a primeira grande surpresa do filme todo mundo morre! Com exceção de Arlequina e Rick Flag. Exatamente isso! Morre todo mundo em uma cena memorável (falo disso um pouco mais a frente).


Mas aí você pensa grandes nomes como Michael Rooker que interpretou Yondu em Guardiões da Galáxia, também dirigido por James Gunn, um ator de peso como esse desperdiçado, que morre antes do primeiro ato? Sim é isso que acontece, o mesmo vale para Jai Courtnay que brilhou no primeiro filme. Todos jogados fora nos primeiros minutos de filme. Por esse simples fato, podemos medir o nível de audácia presente nesse filme.


Quando o filme “realmente começa”, vemos que o “primeiro grupo” que foi dizimado no início, era apenas uma distração para que o grupo principal (o que aparece no pôster do filme) possa cumprir a missão real. Composto por Sanguinário (Idris Elba), Pacificador (John Cena), Bolinhas (David Dastmalchian), Nanaue (Sylvester Stalone) e Caça-ratos 2 (Daniela Melchior). Mais à frente Rick e Arlequina se juntam ao grupo.


SOBRE O FILME EM SI


Esquadrão suicida 2021 é por essência uma comédia de ação, se é que esse gênero existe. Essa mistura se bem explorada pode dar muito certo, mas se a dosagem não for equilibrada pode ser um fiasco imenso. Esse filme andou na linha entre ser desastroso é uma obra prima do cinema.


Um ponto que gostaria de elogiar são os diálogos. A interação entre os personagens se demonstra incrível e em muitos casos destoando completamente da cena em questão. Por exemplo: quando Arlequina é capturada pelo general inimigo, o restante do grupo se organiza em um plano preciso para libertá-la. Quando colocam o plano em ação e estão prestes a invadir o cativeiro, ela sai lá de dentro depois de ter matado todos os inimigos. E ao perceber que seu amigo estava num tremendo esforço para salvá-la diz a frase “Quer que eu volte lá pra dentro?”.


Essa é uma das falas marcantes do filme, coisas simples, mas que carregam consigo uma genialidade digna de elogios.


CENAS DE AÇÃO E ROTEIRO


O roteiro é bem básico e bastante parecido com o primeiro filme: Criminosos que são coagidos a trabalhar juntos para impedir uma ameaça maior e mais poderosa que eles, onde só serão capazes de derrotá-la se trabalharem juntos. No fim é isso que acontece e todo mundo sai feliz!


Agora, o que nos faria perder tempo assistindo algo com o roteiro tão previsível? Essa é bem fácil de responder. CENAS DE AÇÃO MARAVILHOSAS! Retomando a cena da praia que citei anteriormente, um helicóptero é derrubado e as pás da aeronave caem fatiando todos os que estão na praia, sem contar o tiroteio frenético que não para um segundo até que todos estejam completamente mortos.

IDRIS ELBA.


Neste filme, e na maioria dos outros, Idris Elba está incrível! Ele é realmente uma presença na tela. Seu personagem convence de tal forma que imediatamente começamos a torcer por ele no momento em que aparece, apesar de ser um vilão. O Sanguinário foi preso por atirar no Superman com uma bala de kryptonita o que levou o homem de aço para UTI, só o fato de ter conseguido esse feito já merecia um filme solo sem a menor dúvida.


E como o roteiro nos faz torcer por um vilão? Aqui devemos destacar um grande acerto. Para que amemos o vilão nos mostre os problemas que ele tem. No caso do Sanguinário conhecemos sua filha Tyla (Storm Reid), que está entrando no mundo do crime por conta da ausência do pai. Ela obviamente tem sua vida colocada em risco, por Amanda Waller o que força o Sanguinário a cooperar.


Com suas armas e armadura tecnológicas, o Sanguinário tem uma mira impecável, e um pavor terrível de ratos. Com exceção deste último, seu personagem se parece bastante com o pistoleiro do primeiro filme interpretado por Will Smith.


AMANDA WALLER


No segundo filme da franquia, Amanda Waller não está nem perto da maldade que ela realmente possui. Comparada com o outro, ela está muito mais branda e paciente neste segundo filme. Enquanto que em 2016 ela esfaqueava o coração da bruxa em caso de insubordinação ou mesmo atirava na cabeça de sua equipe para que não houvesse testemunhas, nesse ela apenas insiste bastante com os “heróis” pelo intercomunicador. Talvez James Gunn tenha medo, ou não quis explorar a maldade que essa personagem pode proporcionar, pois comparada aos quadrinhos ela foi atenuada já no primeiro filme.


VILÕES COMO HERÓIS.



Ultimamente os filmes de Hollywood estão com essa nova tendência de protagonizar os vilões. A Marvel fez o mesmo quando resolveu lançar um filme solo do Venom é uma continuação já está prevista e em produção. A DC faz o mesmo com o esquadrão suicida, mas na minha opinião de uma forma mais inteligente! Lançando na tela diversos vilões ao mesmo tempo, para ver qual cola mais!


PREVISÃO DO FUTURO: Filme solo da Arlequina!


NANAUE


Se você terminar de ver esse filme e não amar esse personagem você está morto por dentro. A ideia inicial era colocar um predador num corpo humanoide, que nos fizesse pensar: “Ora se um tubarão já é assustador nadando, imagine se ele andasse tão bem quanto nada?”. O problema é que essa mistura acabou criando uma impressão totalmente diferente do objetivo. Acabou se transformando num daqueles personagens que dá vontade de ter uma pelúcia sobre a cama.


Talvez as proporções entre corpo e cabeça, tenha nos dado essa impressão de fofura, ou talvez a personalidade um pouco inocente ou infantil, é difícil saber ao certo, mas o fato é que Nanaue rouba a cena de qualquer forma.


Quando estão procurando uma forma de destruir o covil de Starro, Nanaue faz bonequinhos com a massa de C4, se isso não é um motivo para quase chorar de rir eu não sei o que é. Contudo esse personagem não se resume somente ao humor ou fofura, quando se trata de violência Nanaue saber como dilacerar corpos e espalhar sangue com os dentes, é o que acaba fazendo com alguns soldados de Corto Maltese.


E por fim a cena do aquário, impossível não se maravilhar com essa parte. No decorrer do desenvolvimento de Nanaue, percebemos que ele tem uma imensa dificuldade de fazer amigos e entender as pessoas. Quando ele se depara com um imenso aquário repleto de pequenas “águas-vivas” coloridas. Nanaue se identifica com elas e todos dançam juntos até que as “águas-vivas” fogem e tentam devorar Nanaue. Bem o tipo de quebra de expectativa que só o esquadrão suicida poderia nos trazer.


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E você, o que achou do filme? Diga para nós nos comentários.


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Sobre o autor:


Vinicius Ramos


Jornalista, apaixonado por cultura pop, quadrinhos, cinema e literatura fantástica. Tem o hábito de escrever diariamente, dormir pouco e cuidar de árvores pequenas.

Goiano e goianiense, gosta de discussões longas, e animes complexos."



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