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- Ebooks: A leitura Durante a Pandemia | Notícias
Os e-books abrem um novo ramo do mercado editorial mundial, entretanto, muitos ainda não sabem como comprá-los ou se valem a pena. Neste post daremos dicas para quem já ama os livros digitais, mas também para aqueles que só utilizam a versão física. Durante a pandemia, a venda de e-books têm subido graças ao investimento de editoras e autores. Os livros digitais são mais uma alternativa para os amantes da literatura. Devido à sua materialidade digital, o e-book quase sempre tem o preço mais acessível que a obra física. Segundo dados divulgados pela Folha de São Paulo, houve o aumento de 83% nas vendas dessa modalidade no ano de 2020. Entre os gêneros mais vendidos está a ficção, que alcançou a incrível marca de 134% a mais em relação a 2019. Promoções e gratuidade: onde encontrar A grande campeã de vendas de e-books é a empresa americana Amazon, devido ao seu grande investimento na área. Para quem não sabe, a marca possui o leitor digital, Kindle, que simula a leitura no papel e tem diversas fontes e tamanhos. Alguns modelos também apresentam luzes embutidas, permitindo uma leitura confortável à noite. Durante a pandemia, editoras liberaram a gratuidade de seus livros digitais, através da Amazon, o que contribuiu para o aumento das vendas. Além disso, todos os dias existem promoções de e-books e gratuidade sendo divulgadas por aí. Assim fica fácil se render aos encantos do digital . Ainda sob liderança da Amazon, o Kindle Unlimited é uma assinatura que funciona como biblioteca virtual. Cada usuário pode ler até 10 livros ao mesmo tempo, pagando o preço de R$19,90/mês. É possível encontrar livros de vários gêneros, além de sucessos como a saga Harry Potter, Clube da Luta, Morro dos Ventos Uivantes, entre outros. Fique atento à famosa promoção da assinatura de R$ 1,99 por 3 meses. Simplesmente imperdível! Os benefícios do E-book Hey, se você somente lê livros físicos, por que não dar uma chance para os digitais? Além da facilidade de personalizar a fonte, tamanho da letra e a luz, através do app Kindle é possível ler pelo celular e também pelo computador. Quem nunca esqueceu o livro em casa ou o exemplar físico era muito pesado e ficou sem fazer a leitura do dia? Considere esse problema mais que resolvido. Caso você não tenha muito espaço em casa para montar sua própria biblioteca, o livro digital pode ser uma solução viável. Fácilmente armazenado na nuvem Amazon, sua biblioteca só tende a crescer, visto que mesmo que a memória de seu Kindle acabe seus livros poderão ser baixados novamente de qualquer dispositivo através da plataforma. Então, não temas leitor! O e-book chegou como mais um meio prático e de qualidade. E você leitor, o que acha dos livros digitais? Conta pra gente nos comentários como a pandemia tem influenciado suas leituras! Referências https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/07/venda-de-ebooks-salta-83-em-2020-e-revela-forca-dos-livros-digitais-na-pandemia.shtml _______________________________________________________ Sobre a autora: Ana Costa, 25 anos Redatora, aspirante a escritora, formada em Letras, apaixonada por literatura. Deslumbrada por todo o tipo de arte e não vive sem café. Mineira que adora cantar e tocar canções do Clube da Esquina.
- Rock Psicodélico: 5 Músicas Para Conhecer o Gênero | Listas
Os anos 60 foram marcados pela Guerra Fria no mundo, Jovem Guarda no Brasil e o Rock in Roll. Bandas de sucesso como Beatles e Rollings Stones mudaram o cenário musical da época.E foi nesse período que o Rock Psicodélico, um subgênero do Rock, começou a dar os primeiros passos chegando ao seu auge no final da década. O Festival de Woodstock, que aconteceu em 1969, popularizou o estilo com bandas como Sweetwater, Creedence Clearwater Revival, The Who, Montain e Jefferson Airplane. No Brasil, bandas como Os Mutantes e Novos Baianos auxiliaram a encabeçar o movimento. Atualmente o Brasil ainda sofre influências do subgênero com o movimento psicodelia. Continue lendo para conferir cinco músicas para conhecer melhor o Rock Psicodélico! Panis Et Circenses - Os Mutantes Panis Et Circenses está presente no álbum de estreia da banda de mesmo nome, considerado um dos 25 melhores álbuns de rock psicodélico segundo a lista do Ultimate Classic Rock, e conta com outros sucessos como Senhor F, Baby e A Minha Menina. As músicas, integrando o MPB da época com o rock psicodélico e alguns elementos experimentais como a guitarra distorcida, fizeram com que o álbum de estréia dos Mutantes fosse amplamente aclamado pela crítica internacional. Os Mutantes está em 9° na lista da Rolling Stone dos 100 maiores discos da música brasileira. I Need a Man to Love - Big Brother and the Holding Company Janis Joplin abandonou os vocais da banda Big Brother and the Holding Company em 1968, embora tenham poucos lançamentos com a vocalista, a banda emplacou vários sucessos do rock psicodélico com Joplin no vocal. Cheap Thrills foi o segundo álbum da Big Brother and the Holding Company e o último em que a Janis Joplin é a vocalista. Com uma música enérgica e bruta, combinado com a voz grave de Janis Joplin, o álbum atingiu 8 semanas não consecutivas a Billboard vendeu mais de um milhão de cópias. Spanish Castle Magic - The Jimi Hendrix Experience Tempos atrás ouvi uma frase que dizia “Se Jimi Hendrix não é seu guitarrista preferido, provavelmente ele é o guitarrista preferido do seu guitarrista preferido.” Formada em 1966, a banda contando com Jimi no vocal permaneceu unida até 1969, lançando apenas 3 álbuns que influenciaram significativamente o cenário do rock na época. Os três álbuns estão na lista dos 500 maiores álbuns de sempre da revista Rolling Stone. Poucos sabem, mas Jimi Hendrix era apaixonado por ficção científica, fato que se reflete na música Thrid Stone From the Sun que apresenta toques de jazz e os elementos clássicos do rock psicodélico. Já a música Spanish Castle Magic retrata um clube de música que o vocalista frequentava. Sob o Sol de Satã - Ave Sangria O álbum de estreia, também de mesmo nome lançado em 1974, do Ave Sangria, mistura música popular brasileira com o rock psicodélico. As letras da banda envolviam performances chocantes no palco. Embora o título assuste, Sob o Sol de Satã é uma música somente instrumental. O álbum de estreia ficou pouco tempo nas prateleiras, sendo retirado pela gravadora após um mês do lançamento. Na época, a Ditadura Militar censurou o álbum. Mesmo assim, para os padrões da época e para o som do Ave Sangria, o álbum foi um sucesso. A música preferida do público foi Seu Waldir. The End - The Doors O álbum de mesmo nome da banda, lançado em 1967, contém grandes sucessos como Light My Fire, Break on Through (To The Other Side e Alabama Song (Whisky Bar). The Doors é controverso quando se trata de estilo, assim como outras bandas da época em que o rock psicodélico é incorporado a banda e não uma banda de rock psicodélico. O álbum de estreia da banda vendeu mais de 20 milhões de cópias pelo mundo. The End, com 11 minutos e 43 segundos, conta uma história cheia de violência e amor. Uma música cheia de altos e baixos que é uma das marcas do rock psicodélico. Marca esta que a banda transportou para os seus próximos discos. * E aí curtiu a lista? Já conhecia o gênero? Nesta lista só foram citadas cinco bandas do Rock Psicodélico, entre tantas do movimento. Quais você acha que deveriam estar presentes? Comente suas favoritas. _______________________________________________________ Sobre a autora: Jéssica Grossi A autora é escritora, leitora desde sua infância, lê desde infanto juvenil até literatura experimental. É fiscal de gênero de musica, amante de artes obscuras e gosta de assistir filmes (pessimos) de terror.
- 5 Atores irreconhecíveis pela caracterização de seus personagens | Listas
Os mundos fictícios que tanto amamos ler, seja em livros ou em quadrinhos, são habitados por criaturas não humanas e fantasiosas, com formas e modos totalmente diferentes dos nossos, que podem apenas habitar no nosso imaginário. Até que o cinema resolve trazê-las à vida. A transição do ator para a pele desse personagem é um processo longo e trabalhoso, que envolve um grande grupo de pessoas e que muitas vezes termina num trabalho super realista. Entretanto, nem todo ator ou atriz é fã de ficar sentado por três, cinco ou até mesmo dez horas enquanto pessoas moldam, puxam, pintam e deixam seu rosto irreconhecível. Nada contra, até entendemos! É um processo um tanto peculiar. Mas há também aqueles que aceitam e dão o sangue pelo personagem (literalmente!), e por isso acho sempre importante reconhecer o ator por trás desse trabalho, que teve todo o seu empenho e movimento camuflado por uma “máscara”. Mais interessante seria, ainda, compartilhar alguns atores que ficaram irreconhecíveis pela caracterização de seus personagens. Muitas vezes são atores queridos por muitos de nós, mas que talvez não façamos ideia de que ele ou ela estava por trás daquela produção. E, sim, eu sou aquela pessoa que quando vê um ator num filme, fica apontando e listando todos os outros filmes que ele já fez na vida. Sendo assim, vem com a gente que eu tenho uma lista de 5 atores que ficaram irreconhecíveis em seus papéis pra te contar! Karen Gillan Um caso que me chamou a atenção recentemente foi o de Nebula, personagem da Marvel. Há pouco dias, vi pessoas chocadas ao descobrirem quem era a atriz por trás da maquiagem. Eu adoro acompanhar o trabalho da Karen Gillan desde Doctor Who. Então, obviamente, para mim não foi choque algum saber que aqueles longos cabelos ruivos que aparecem em Jumanji, estavam por trás daquela carequinha azul. Na verdade fiquei até chocada por isso não ser um fato conhecido. Seria interessante ainda para esse post, mencionar aqui que o processo de confecção do molde da personagem, ilustrado na imagem acima, está disponível nos destaques do Instagram da atriz. É aflição pura! Paul Bettany Agora, vamos para uma produção recente do Disney+. Em WandaVision, o nosso Visão é vivido por Paul Bettany, que por mim sempre será lembrado pela sua atuação em Coração de Cavaleiro, ao lado de Heath Ledger. Ele aparece também em produções como Uma Mente Brilhante, Mestres do Mares - O Lado Mais Distante do Mundo, O Código Da Vinci, Han Solo: Uma História Star Wars, entre outros. Ciarán Hinds Dando vida ao personagem Lobo da Estepe, em Liga da Justiça - Snyder Cut, Ciarán Hinds também brilhou em Game of Thrones, interpretando o Rei-Pra-Lá-da-Muralha, Mance Rayder. Em Harry Potter e as Relíquias da Morte, ele atuou como Aberforth Dumbledore. Taika Waititi O adorável Korg é interpretado pelo adorável humano, ator, roteirista e diretor, Taika Waititi, o próprio diretor de Thor: Ragnarok. Em Mandaloriano, ele dirigiu alguns episódios e dublou o android IG-11. Dirigiu JoJo Rabbit, onde também atuou como Adolf Hitler e fez uma participação no novo Esquadrão Suicida. Doug Jones Não poderíamos falar sobre personagens fantásticos e deixar Doug Jones de fora. Provavelmente, o rosto dele não lhe será familiar, pois o moço é especialista em representar personagens não-humanos. Isso mesmo. Você pode encontrar seus personagens icônicos em A Forma da Água (Homem-Anfíbio), Labirinto do Fauno (Fauno e Homem Pálido), Hellboy (Abe Sapiens), Quarteto Fantástico (Surfista Prateado), Abracadabra (Billy Butcherson), entre outros. No caso de Doug Jones, muitas vezes seu personagem foi dublado por outros atores mais famosos, para ficar um produto mais fácil de vender. Não que o moço tenha reclamado alguma vez, mas foi um longo caminho até começar a receber os devidos créditos pelo seu trabalho. Trabalho que ele fez com muito esforço e dedicação. O processo de preparação física, todo o treinamento e toda a maquiagem, prótese e roupa desconfortável dentro de um set de gravação é algo pouco lembrado por nós em casa, vendo o produto final. Mas sempre defenderei que é muito importante e interessante saber quem é o ator por trás de toda aquela transformação para trazer personagens extraordinários à vida. Quando um ator interpreta um papel sem se importar se seu rosto estará reconhecível ou não, é porque há uma paixão pelo personagem. E isso é admirável. E você? Lembra de algum personagem fictício e seu ator que deveria estar nessa lista?
- Harry Potter: 7 Momentos Que Lord Voldemort Mostrou Toda Sua Crueldade | Listas
A família Potter não foi a única que sofreu nas mãos de você-sabe-quem, confira aqui 7 vítimas (ou mais) de sua maldade!! Todos nós sabemos que o maior bruxo das trevas de todos os tempos não é conhecido por sua piedade ou misericórdia, muito pelo contrário, o Lorde das Trevas é sinônimo de morte, tortura e poder. Durante a primeira guerra bruxa, quem Lorde Voldemort decidisse matar, assim estava feito. E hoje, listamos os 7 momentos mais cruéis do maior antagonista de Harry Potter! 1 - O Coelhinho e Os Colegas Antes mesmo do pequeno Tom Riddle descobrir que era um bruxo, ele já usava a magia para o mal. Durante um passeio do orfanato, o jovem Riddle atraiu dois colegas para uma caverna e fez algo que os perturbou, a governanta percebeu que tinha algo estranho com as crianças mas elas se negavam a falar. Dumbledore – que era professor em hogwarts na época – descobre isso ao conhecer o garoto no orfanato Wool's, em 1938, quando o menino tinha apenas 11 anos. Mesmo muito jovem, Tom já demonstrava sinais de crueldade e da sua futura crença que a morte era para os fracos. Apesar dos sinais, o professor decide dar uma chance para Tom Riddle, acreditando que em Hogwarts ele mudaria. Ainda enquanto criança, Tom discutiu com um colega e no dia seguinte enforcou o coelho do colega como vingança, a governanta do orfanato desconfiava dele mas não tinha como provar. 2 - A Murta Que Geme Durante o quinto ano em Hogwarts, Tom Riddle já sabia que era o herdeiro de Salazar Slytherin e conseguiu abrir a câmara secreta, começando uma série de ataques aos nascidos trouxas (aqueles que não possuem sangue puro). Tom provocou a morte de uma estudante da corvinal chamada Myrtle Warren, que se tornou a fantasma do banheiro feminino, mostrado em Câmara Secreta. Esse foi o primeiro assassinato de Lorde Voldemort, e ele usou essa morte para fazer a sua primeira horcrux. 3 - O Assassinato Do Pai e Dos Avós Pouco tempo depois de cometer seu primeiro assassinato, o jovem e brilhante Tom Riddle estuporou seu tio Morfino por parte de mãe, pegou sua varinha e partiu para a casa de seu pai e seus avós paternos. Riddle matou seu pai trouxa, que abandonou a ele e sua mãe bruxa, e matou também seus avós trouxas, eliminando os últimos membros da indigna família Riddle - se vingando do pai que jamais o quisera. Depois, ele realizou o complexo feitiço de implantar uma falsa lembrança na mente do tio – fazendo com que ele confessasse os assassinatos – e colocou a varinha de Morfino inconsciente ao seu lado, roubando também o anel antigo que ele usava. Ele usaria o assassinato de seu pai e o anel da sua família por parte de mãe para fazer uma segunda horcrux. 4 - A Tortura Na Mansão Malfoy Em 1997, quando foi convocado para a mansão Malfoy sabendo que tinham encontrado Harry Potter. Ao chegar, descobriu que o garoto havia fugido. Como punição, Lorde Voldemort manteve os comensais da morte presos e os torturou durante vários dias com a Maldição Cruciatus. 5 - A Chacina Do Gringotes Ao saber que o cofre dos Lestrange havia sido roubado e somente uma pequena taça de ouro teria sido levada por Harry, Voldemort se descontrola totalmente por perceber que suas horcruxes já não eram mais segredo. Ele então começa a matar todos os que estavam presentes no Gringotes: todos os duendes do banco, os bruxos que faziam a segurança e todos os outros que estavam presentes sentiram sua fúria. Ele não se importava. Ao final da chacina, já não tinha espaço no chão que estivesse sem um corpo. 6 - A Caçada Aos Nascidos Trouxas Antes da tomada do Ministério pelo Lord das Trevas, Pio Thicknesse, chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia, e vários outros funcionários do Ministério já estavam sob o controle da Maldição Imperius. Após assumir o poder, Scrimgeour (até então atual Ministro) foi capturado e brutalmente torturado por Voldemort para obter informações sobre o paradeiro de Harry, mas ele se recusou a falar. A versão oficial para a saída de Scrimgeour foi que ele se demitiu, e Thicknesse foi apontado como um ministro fantoche. Após Voldemort ter total controle do ministério, ele começou uma “caça às bruxas”, mas apenas perseguindo os nascidos trouxas, nesse caso. Ele colocou Yaxley, seu comensal da morte, como Chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia, organizou a comissão de registro dos nascidos trouxas, que eram capturados e mandados para Azkaban, e ordenou que qualquer um que fosse contra as ideias do novo regime fosse morto ou também enviado para Azkaban. Voldemort finalmente impôs suas ideias ao Mundo Bruxo. 7 - O Assassinato Do Servo "Leal" Por fim, durante a Batalha de Hogwarts, o Lorde Das Trevas chega a conclusão que a Varinha das Varinhas não o reconhecia como seu senhor porque quem matou o antigo dono (Dumbledore) fora Severo Snape. Então ele chama Snape, aquele que tinha sido seu fiel espião, e com um aceno de varinha corta sua garganta e manda Nagini atacar. Voldemort provava mais uma vez que não se importava com nenhum de seus seguidores e sim em ser o bruxo mais poderoso de todos os tempos. * E ai, curtiu o texto ? Se você gostou compartilhe no grupo de amigos e nas redes sociais. Tem alguma outra mega crueldade da saga que gostaria de adicionar na lista ? E o que você acha das atitudes do nosso querido Voldemort ? Nos diga aqui embaixo que vamos adorar ler. E sempre que terminar, nunca esqueça, Malfeito feito. _______________________________________________________ Sobre o autor: Jeff Wang, 18 anos Recifense, 18 anos e estudante de Física. Um aspirante a escritor, amante de séries, cinema e ciência.
- Battle Royale: "É tipo Jogos Vorazes... só que bom" | Análise
Um grupo de jovens é colocado em uma arena por um governo totalitário. Eles devem matar uns aos outros até que só reste um ganhador. Parece Jogos Vorazes, mas também é Battle Royale. A primeira vez que eu ouvi falar de Battle Royale eu estava numa livraria. Namorando os livros da seção de fantasia, imaginando como seriam as histórias que habitavam a longínqua Terra Média ou a fascinante Westeros, quando eu ouvi dois jovens conversando. Eu não estava prestando atenção, estava mais preocupado em formular uma teoria de como eu ia pedir aos meus pais que comprassem um livro pra mim, quando um deles disse ao outro: — Cara, tu tem que ler esse livro é o melhor livro que eu já li, Battle Royale. E se uma pessoa qualquer disser esse é o melhor livro que eu já li eu vou pelo menos querer dá uma olhada no livro. Nisso eles meio que tiveram uma conversa sobre o livro e uma frase que disseram me marcou: — Esse livro é tipo Jogos Vorazes, só que bom. O hype de Jogos Vorazes já tinha passado um pouco, fazia alguns anos que tinham lançado o último filme, mas só fui começar a ler Jogos Vorazes depois de ver todos os filmes, então eu meio que ainda tava no hype. E eu tinha quinze anos e Jogos Vorazes era, tipo, uma das melhores séries que eu já tinha lido na vida. Não era tão bom quanto Divergente, mas estava lá no Top 5. Nisso, meu primeiro pensamento foi: — Como assim Jogos Vorazes só que bom? Ele não gostou de Jogos Vorazes? Aí ele caiu um pouco no meu conceito, já que como eu disse JV era tudo pra mim. Mas se eu desconsiderasse que ele não gostava da trilogia, ele tava dizendo que tinha um livro que não só era “tipo Jogos Vorazes’, mas ainda melhor do que Jogos Vorazes. Eu precisava ler esse livro. Então depois que eles foram embora eu corri até a estante em que eles estavam e fiquei caçando o livro. Eu não sabia onde ele estava na estante, então eu segui o sentido Esquerda-Direita Cima-Baixo — o que foi um erro, já que o livro estava na penúltima prateleira, mas tudo bem — até que eu achei o livro e é o que importa. Então eu li a sinopse do livro e… MEU DEUS eu me apaixonei na mesma hora! “Adeus titio G. Martin”, “bye-bye Tolkien”, tudo o que eu queria ler no momento era Koushun Takami — e graças a Deus eu estou escrevendo e não falando por que eu ia falar esse nome errado. A sinopse é bem simples, quer dizer, se você leu ou viu o primeiro Jogos Vorazes é exatamente a mesma ideia: governo totalitarista força jovens em idade escolar a se matarem numa arena, até só sobrar um. Tanto que a Suzanne Collins foi acusada de plágio quando ela lançou o livro dela. Mas se a gente considerar que todas as histórias tem a sua particularidade e algo a oferecer, o que o Takami disse ao se recusar a processar Collins, as histórias são bem diferentes. Apesar de terem premissas similares, os detalhes as diferenciam. E é nos detalhes que Takami brilha. Pra começo de conversa, Battle Royale não é YA. E nada contra o YA, mas por ser voltado pro público adulto, são permitidas algumas liberdades que não são cabíveis se o livro fosse direcionado para um público mais jovem. Sendo assim: palavrões, cenas de sexo e muito mais sangue estão presentes nas páginas desse livro. http://www.tasteofcinema.com/battle-royale-2/ O autor segue uma linha interessante ao nos fornecer uma lista de personagens no começo do livro e quase sempre mencionando os personagens pelo número da chamada. Os competidores são 42 alunos de uma mesma turma de nono ano, e vamos conhecer cada um deles, nem que seja apenas para vê-los morrendo ao final do capítulo - o que pode irritar algumas pessoas. O autor é japonês e o livro se passa num Japão socialista que busca, entre outras coisas, se distanciar da influência do governo americano. Então os nomes são todos nomes japoneses e a lista com os números da chamada são muito importantes pra você saber quem é quem. Saber quem vive e quem morre, no caso. O livro começa com uma explicação do que é um battle royale, basicamente uma luta de todos contra todos, ele poderia só dizer isso, mas ele decide criar um monólogo de um aficionado por luta livre explicando o que é essa modalidade de luta livre profissional. E é incrível, eu leria um livro sobre o cara que explica o que é battle royale. Porque o cara parece ser um maluco e eu gosto de malucos. O livro é grande, com pouco mais de 660 páginas, dividido em 6 partes, com um total de 80 capítulos , contando epílogo e prólogo. Ao final de cada capítulo conta-se o número de participantes vivos, o que é bom pra você ter uma ideia de como tá indo a coisa. E o final, apesar de não ser exatamente imprevisível, é surpreendente. O livro foi extremamente popular no Japão, tanto que rendeu um filme em 2000. Quentin Tarantino falou que essa é a história que ele sempre quis filmar e quem sabe ele decida fazer isso, afinal tá todo mundo regravando filmes antigos. O livro concorreu ao prémio Japan Grand Prix Horror Novel em 1997, e chegou à final, mas foi desclassificado — já que os juízes acharam o plot muito controverso. O livro foi publicado somente dois anos depois e, além do filme, recebeu uma série de mangás Seinen. O longa ainda rendeu uma sequência em 2003, que não foi baseada no livro. https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_Royale_(manga) Em resumo: o livro é incrível e acerta onde Jogos Vorazes falha. Seja você alguém que não gostou da obra da Suzanne Collins, ou alguém que gostou e quer ler algo à sua maneira. Parecido e, ao mesmo tempo, diferente, este é um ótimo livro. _______________________________________________________ Sobre o autor: Pedro Vieira, x anos Escrevo pois sou poeta, minhas ideias imaginárias no papel tomam forma e minha dor arte se torna.




